Relatório do FMI melhora projeções de crescimento do PIB do Brasil

Judith Bessette
Outubro 10, 2017

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a perspectiva de crescimento da economia no Brasil. Para 2017, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 0,3% para 0,7% e, para 2018, de 1,3% para 1,5%.

No documento divulgado esta terça-feira, a instituição liderada por Christine Lagarde deixa algumas "prioridades políticas", dando o exemplo de Portugal para defender a necessidade de reformas no mercado de trabalho.

"Uma boa colheita e um impulso do consumo, incluindo uma medida que permitiu aos trabalhadores retirar dinheiro de seu fundo de pensões (saques do FGTS inativo), conduziram a uma revisão para cima de meio ponto percentual para 2017 em relação a abril (dado atualizado em julho), mas a contínua debilidade de investimentos e a crescente incerteza política levaram a uma revisão para baixo para 2018", disse. O relatório condiciona o aumento no ritmo de crescimento a aprovação de reformas econômicas e controle dos gastos públicos.

"A gradual restauração da confiança, assim que as principais reformas que garantem a sustentabilidade fiscal forem implementadas ao longo do tempo, vão elevar o crescimento econômico a 2 por cento a médio prazo", informou o FMI em relatório.

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O Grêmio disputa a semifinal daLibertadores com o Barcelona de Guayaquil , no Equador, nos dias 25 de outubro e 1º de novembro. No momento, ainda estão na briga: Al Hilal (Arábia Saudita), Persepolis (Irã), Urawa Reds (Japão) e Shangai SIPG (China ).

O percentual da projeção do PIB anual também cresceu, de 1,3% para 1,5%, em 2018.

Em médio prazo, "prevê-se que o crescimento global aumente marginalmente além de 2018, alcançando os 3,8% em 2021", sendo que, como se espera que o crescimento das economias desenvolvidas caia gradualmente para taxas de crescimento potencial de cerca de 1,7%, a aceleração da atividade econômica mundial nessa altura será "totalmente impulsionada pelos mercados emergentes e pelas economias desenvolvidas". Em ambos os casos, as contas vieram agora 0,1 ponto percentual maiores do que o levantamento de julho passado. O mesmo se repetirá em 2018: alta de 1,5% do PIB do Brasil, maior apenas que a evolução de 0,6% esperada para o Equador e uma nova recessão de 6% para a Venezuela.

Para os Estados Unidos, a expectativa é que haja um crescimento de 2,2% este ano e de 2,3% no próximo, uma revisão em baixa de 0,1 pontos e de 0,2 pontos face a abril, respetivamente, uma alteração que o Fundo justifica com o facto de há seis meses ter assumido que haveria um estímulo orçamental decorrente das descidas de impostos esperadas e de agora ter feito previsões com base na manutenção de políticas.

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