MPF denuncia Cabral por compra de votos para Rio

Patrice Gainsbourg
Outubro 11, 2017

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-governador Sérgio Cabral, o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes e o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, conhecido como "Rei Arthur", e mais cinco pessoas no âmbito da Operação Unfair Play, que investiga, entre outros fatos, a compra de votos para que o Rio fosse escolhido como sede da Olimpíada de 2016. A denúncia é do dia 8.

Cabral é acusado de receber US$ 10,4 milhões em propina de "Rei Arthur", entre março de 2012 e novembro de 2013, e ocultar o valor no exterior, além de ter recebido um total de R$ 1 milhão no Brasil entre 2007 e 2011. "Rei Arthur" é dono de várias empresas que prestaram serviços terceirizados para o governo do Rio na gestão Cabral.

O ex-governador foi denunciado por corrupção passiva, evasão de divisas e lavagem de dinheiro e o empresário, por pertencimento à organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

O MPF afirma que as licitações eram direcionadas e empresários agraciados com contratos bilionários para reverter percentual desses valores, quase sempre 5%, aos agentes públicos.

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Assim, permite um espaço maior para assistir, ler, e desenhar com a caneta digital S-Pen , que é uma das marcas do dispositivo. Oficialmente o smartphone custará oficialmente entre R$ 4.399,00 (o com menos memória) até R$ 4.799,00 (com mais memória).

Em 2015, os valores já chegavam a R$ 238 milhões.

Miranda teria intermediado o recebimento de pagamentos, enquanto Elaine seria o braço-direito do Rei Arthur.

Irmão de Renato, Marcelo Chebar, que também confessou à Justiça ser responsável por lavar dinheiro sujo do ex-governador, disse que, além da administração das contas de Cabral no exterior, os irmãos eram responsáveis pelo pagamento de algumas despesas pessoais de Cabral, como as aulas de equitação, mensalidades escolares e até contas no Clube de Regatas Flamengo (Cabral é torcedor do rival Vasco da Gama).

Enrico Vieira Machado e Leonardo Aranha teriam atuando como facilitadores nas transferências por meio da instituição financeira EVG, sediada no paraíso fiscal.

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