Estados Unidos retiram-se da UNESCO

Patrice Gainsbourg
Outubro 12, 2017

A decisão dos Estados Unidos de sair da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) a partir de 31 de dezembro deste ano foi anunciada em um período delicado para a agência da ONU.

Devido à suspensão de financiamento em 2011, os EUA acumularam uma dívida para com a organização que ronda hoje os 500 milhões de dólares. À época, Israel condenou fortemente a resolução da entidade da ONU. Apesar do corte do financiamento, o Departamento de Estado dos EUA manteve o escritório norte-americano a funcionar na sede da UNESCO, em Paris, e procurou uma solução diplomática para o conflito.

Os Estados Unidos indicaram à directora-geral o desejo de se manterem envolvidos na organização, mas "como um estado não-membro observador" de forma a contribuir com as suas "visões, perspectivas e conhecimento" em assuntos importantes da UNESCO, como a "protecção do património mundial, defesa da liberdade de imprensa e promoção da colaboração científica e educação".

A directora-geral da UNESCO assinalou que o trabalho da organização é "partilhado pelo povo norte-americano", adiantando que "a parceria entre a UNESCO e os Estados Unidos tem sido profunda porque se baseia em valores partilhados".

Fiéis celebram Nossa Senhora Aparecida no bairro do Parque Satélite — Camaçari
Na volta, será realizada a celebração eucarística de encerramento, presidida pelo Bispo Diocesano Dom Bernardino Marchió. Nossa Senhora Aparecida é a padroeira do Brasil e devido às homenagens é considerado feriado nacional.

"Esta decisão não foi tomada de repente e reflete as preocupações dos Estados Unidos com a crescente demora nos pagamentos na Unesco, a necessidade de uma reforma fundamental na organização e a contínua tendência anti-Israel", assegurou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.

Contudo, esta quinta-feira, fontes do governo dos EUA confirmaram às agências que o país irá abandonar a organização.

A diretora-geral da organização, Irina Bokova, já disse "lamentar profundamente" a decisão norte-americana.

"A universalidade é essencial à missão da UNESCO para construir a paz e a segurança internacionais face ao ódio e à violência, pela defesa dos direitos humanos e da dignidade humana", acrescentou Bokova em comunicado.

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