Chanceler diz que carta do presidente catalão não constitui resposta a Madri

Patrice Gainsbourg
Outubro 16, 2017

"A pergunta que lhe fizemos não é difícil", disse a vice-presidente do Governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría, sublinhando Puigdemont "tem uma última oportunidade para esclarecer e voltar à legalidade".

Puigdemont não especifica o que deseja negociar, mas afirma que "mais de dois milhões de catalães deram ao Parlamento o mandato de declarar a independência", na consulta proibida de 1 de outubro. O presidente da Generalitat defende uma reunião para chegar a acordo e pôr fim à "repressão contra o povo e o governo da Catalunha". Nada esclarece, no entanto, quanto à questão da declaração de independência.

A vice-primeira-ministra da Espanha ainda advertiu que Puigdemont tem até a próxima quinta-feira para desistir da independência.

Puigdemont desencadeou a pior crise institucional das últimas décadas na Espanha ao organizar o referendo de 1º de outubro, apesar de a votação ter sido suspensa pelo Tribunal Constitucional espanhol.

O chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, pediu no dia seguinte para Puigdemont clarificar a sua declaração.

Jogo Chapecoense x Flamengo - Campeonato Brasileiro Série A 2017
FLAMENGO: Diego Alves; Pará (Rodinei), Réver, Juan e Trauco; Cuéllar, Willian Arão e Éverton Ribeiro; Éverton, Berrío e Guerrero . Caso não vença o Flamengo em seus domínios, o time verde pode entrar na zona de rebaixamento nesta rodada.

Governo espanhol pode intervir na autonomia da região.O chefe do governo regional catalão, Carles Puigdemont, deixou nesta segunda-feira (16/10) sem resposta o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, que havia fixado a data como limite para ele esclarecesse se declarou a independência da Catalunha ou não.

A Catalunha tinha até hje para responder ao governo central espanhol sobre a declaração de independência da região.

Na carta de resposta a Rajoy, Puidgemont propõe um período de dois meses de diálogo diante de umasituação que seria a "transcendência que exige respostas e soluções políticas à altura".

- Peço uma reunião o mais rápido possível. Em caso de recusa, Rajoy deverá destituir a Catalunha de parte de seus poderes. Para o líder catalão, com esse resultado, a região ganhou o "direito de ser independente, a ser ouvida e a ser respeitada".

Naquele que é considerado um tom conciliador, Carles Puigdemont insiste que a "prioridade" do governo catalão é "procurar com toda a intensidade o caminho do diálogo".

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