Ministro Fachin diz que vídeos de Funaro 'não deveriam' ser divulgados

Judith Bessette
Outubro 16, 2017

Já a defesa do presidente Michel Temer disse que o vazamento é "criminoso" e foi produzido por quem pretende "insistir na criação de grave crise política no país". O material foi disponibilizado pelo site da Câmara e, segundo Maia, não estava sob sigilo.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, se pronunciou sobre a divulgação de vídeos com os depoimentos do operador financeiro Lúcio Funaro à Procuradoria-Geral da República (PGR), na última sexta-feira (13).

Em um dos vídeos, Funaro acusa Michel Temer de fazer parte de um suposto esquema de propina envolvendo aliados do presidente, incluindo o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB).

O vazamento se dá dias antes de a segunda denúncia contra Temer ser votada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

O Planalto já estava atento às ações de Maia e a desconfiança de parte a parte só tem crescido.

Na nota, Carnelós afirmou ainda que a divulgação dos vídeos pela imprensa causa prejuízos ao presidente.

E o que diz o presidente da Câmara?

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Vinicius Goncalves Dias Araujo (SP) apita a partida, auxiliado por Rogerio Pablos Zanardo (SP) e Herman Brumel Vani (SP). Tudo continuou igual no segundo tempo: muitos passes laterais ou para trás e quase nenhuma criatividade ofensiva.

Maia, por sua vez, reagiu às acusações do advogado.

Os vídeos estão disponibilizados no site oficial da Câmara dos Deputados, desde o dia 29 de setembro, depois de terem sido enviados pelo STF, no dia 22 de setembro, em ofício endereçado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Após a revelação de que os vídeos estavam no site da Câmara, a defesa de Temer recuou.

Jamais pretendi imputar ao Presidente da Câmara dos Deputados a prática de ilegalidade, muito menos crime, e hoje constatei que o ofício encaminhado a S. Ex.ª pela Presidente do STF, com cópia da denúncia e dos anexos que a acompanham, indicou serem sigilosos apenas autos de um dos anexos, sem se referir aos depoimentos do delator, que também deveriam ser tratados como sigilosos, segundo o entendimento do Ministro Fachin, em consonância com o que tem decidido o Supremo Tribunal.

O temor do governo é que Rodrigo Maia, durante a análise da segunda denúncia, deixe de ser um aliado e passe à condição de neutralidade ou, pior, à condição de adversário. Diante da ofensiva do PMDB, Maia disse ter levado uma "facada nas costas".

Neste domingo, o advogado divulgou uma nova nota, justificando que não poderia supor que os vídeos eram públicos. "Daqui para frente, vou, exclusivamente, cumprir meu papel institucional, presidir a sessão (da denúncia da PGR)", disse Maia.

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