Justiça espanhola prende dois dirigentes separatistas catalães

Patrice Gainsbourg
Outubro 18, 2017

Dezenas de milhares de catalães saíram esta terça-feira à rua para protestarem a prisão incondicional que na segunda-feira foi decidida contra todas as expectativas para dois líderes independentistas, que agora estão em cativeiro na capital espanhola.

O presidente da Assembleia Nacional Catalã (ANC), Jordi Sánchez, e o presidente da Òmnium Cultural, Jordi Cuixart, que foram pela segunda vez presentes a tribunal, numa instância encarregada dos assuntos de segurança nacional, são acusados de sedição, por "promoverem" o ataque à Guardia Civil a 20 de setembro, durante uma operação para impedir o referendo de 1 de outubro, sobre a independência da Catalunha.

A ação era uma das iniciativas do governo central para impedir o referendo sobre a independência realizado no dia 1º de outubro.

"Espanha aprisiona os dirigentes saídos da sociedade civil por terem organizado manifestações pacíficas". Desde ontem, vinham sendo registrados panelaços e e manifestações em muitas casas depois que uma juíza da Audiência Nacional, corte especializada nos casos mais complexos, decretou prisão preventiva para Jordi Sánchez e Jordi Cuixart pelo crime de sedição, ligado a fatos ocorridos em marchas pró-separação de 20 de setembro.

"A mobilização continua, não poderão prender todo um povo", escreveu a Òminum no Twitter.

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"Que ninguém vá para casa, será uma noite longa e intensa", clamou Sánchez, segundo o documento.

A juíza Carmen Lamela tomou esta decisão em ata, a pedido do Ministério Público, depois de ter rejeitado outro pedido, o de enviar para a prisão pelos mesmos factos o dirigente da polícia regional catalã, os Mossos d'Esquadra, Josep Lluis Trapero, a quem impôs medidas de coação mais leves.

O crime de sedição pode resultar em uma pena de até 15 anos de prisão.

Com o artigo 155, a autonomia da Catalunha está em risco? A votação foi chamada de ilegal pelo governo central espanhol, que reprimiu violentamente a movimentação para as urnas. Além disso, centenas de pessoas balaçam bandeiras do território catalão e gritam "Ajude a Catalunha, Salve a Europa"; "Liberdade para os Jordi, prisioneiros políticos no estado espanhol"; "Nós somos todos Jordi".

Madrid avançou com um novo prazo a Puigdemont, que termina esta quinta-feira de manhã, para que renuncie a declarar a independência da região.

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