Setor de serviços recua 1% e tem pior agosto da série

Oceane Deschanel
Outubro 18, 2017

Apesar da inflação baixa e dos juros em queda no Brasil, o setor de serviços do país recuou 1% em agosto, ante o mês anterior, na série com ajuste sazonal, impactado pelo baixo consumo das famílias, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (17).

O volume do setor de serviços em agosto de 2017 teve uma redução de 5,9 % em relação ao mês anterior. A série histórica do IBGE foi iniciada em 2012.

Entre as categorias analisadas, os Serviços prestados às famílias interromperam três meses consecutivos de crescimento e foram a única atividade a encolher em agosto, com queda de 4,8%.

Serviços profissionais, administrativos e complementares subiram 1,6%, outros serviços avançaram 1,0%, transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio cresceram 0,7% e serviços de informação e comunicação, 0,3%.

Outros indicadores econômicos analisados pelo IBGE também caíram em agosto.

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A confiança no setor de serviços também vem melhorando, avançando em setembro pela terceira vez consecutiva e chegando ao nível mais alto desde o final de 2014. O pior resultado de agosto foi observado em 2016, quando houve queda de 3,9%. Em julho, o volume de serviços recuou 0,8%, na primeira queda desde março. Foi o resultado mais fraco para agosto desde 2015, quando o indicador caiu 0,6%.

Saldanha destacou, no entanto, que não foi apenas o setor de serviços prestados às famílias que puxou o resultado negativo do mês. Entre os subitens, porém, houve perdas importantes no transporte terrestre, nos serviços de armazenamento, telecomunicações, tecnologia da informação e audiovisuais, que puxaram a queda de 1,0% na média global em agosto ante julho, afirmou Saldanha.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), para que o setor de serviços não registre queda real de receitas em 2017, seria necessário um mais que improvável crescimento de mais de 7% entre setembro a dezembro, na comparação com o mesmo período do ano passado.

A Bahia integra a lista dos únicos quatro dos 27 estados que apresentaram resultados positivos no ramo de serviços, junto a Roraima, Mato Grosso e Paraná. As maiores baixas foram no Distrito Federal (-13,3%), Paraíba (-12,7%) e Amapá (-12,2%).

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