Renan: 'Nunca soube que Geddel era líder, achei que fosse outro'

Patrice Gainsbourg
Outubro 21, 2017

Renan passou a fazer oposição a Temer e foi retirado em junho da liderança do partido no Senado. "Para mim, o chefe dele era outro", postou Renan no Twitter.

Agentes da Polícia Federal encontraram R$ 51 milhões guardados em um apartamento em Salvador e identificaram pelo menos três digitais de Geddel no local.

"Mesmo em crimes de colarinho branco, são cabíveis medidas cautelares penais com a finalidade de acautelar o meio social, notadamente porque a posição assumida por Geddel parece ter sido a de líder de organização criminosa", disse a PGR.

Preso em julho por tentativa de obstrução de justiça, Geddel obteve a prisão domiciliar dias depois. "A elevada influência desta organização criminosa evidencia-se, aos olhos da nação, em seu poder financeiro: ocultou cinquenta e dois milhões de reais em um apartamento de terceiro, sem qualquer aparato de segurança, em malas que facilitaram seu transporte dissimulado".

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"Vamos examinar o estado das negociações e não acho que haverá um milagre" para desbloqueá-las, advertiu nesta sexta-feira pela manhã o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em sua chegada à reunião.

Nas palavras da procuradora-geral, está sendo investigada uma "poderosa organização criminosa que teria se infiltrado nos altos escalões da Administração Pública, e que seria integrada, segundo indícios já coligidos, por um ex-ministro de Estado e o ex-presidente da Câmara dos Deputados".

A manifestação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) após as defesas de Geddel e do advogado Gustavo Ferraz, suposto aliado do peemedebista, entrarem com pedido de liberdade.

Outra consequência de o MP classificar Geddel como líder seria um possível esvaziamento de sua delação premiada, uma vez que o objetivo da colaboração é chegar ao topo da organização criminosa. Para ela, a prisão é "imprescindível" para a continuidade das investigações. Segundo o ex-procurador-geral, Temer era o líder da organização que incluía Geddel, o ex-deputado Eduardo Cunha, atualmente preso em Curitiba, e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves. Geddel foi ministro do presidente Michel Temer e considerado um aliado no Planalto.

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