Visita 'misteriosa' em Hospital Sírio-Libanês tem contradições e intriga Moro

Oceane Deschanel
Outubro 21, 2017

Interrogado por Moro, Roberto Teixeira disse ter se encontrado com Glaucos no hospital, mas não em 2015, e sim em 2016, quando ele, Teixeira, estava internado na unidade de saúde.

Pelo que entenderam os investigadores, as ligações corroboram a suspeita de que o empresário Costamarques teria alugado um apartamento vizinho ao de Lula, em São Bernardo do Campo, a pedido do ex-presidente.

Os advogados do empresário afirmaram que Roberto Teixeira esteve no local e pediu para o seu cliente assinar vários recibos de aluguéis, tudo de uma só vez. A tese é para justificar que Lula seria o dono real do imóvel, adquirido em troca de contratos com a Petrobras.

A defesa do ex-presidente informa que tem os recibos originais e que poderá apresenta-los à Justiça e enfatiza que o imóvel foi locado pela mulher de Lula, Dona Mariza Letícia, em 2011. A ex-primeira-dama morreu no começo deste ano.

Procuradores da Lava-Jato encontraram doze ligações telefônicas entre o empresário Glaucos da Costamarques e o advogado Roberto Teixeira, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Vicente explica que cada município decide se irá acatar as determinações, porém, a orientação é a suspensão até que se tome as medidas cabíveis.

A imprensa mantém o factoide de suposta fraude contra Lula, citando o contador João Muniz Leite, que teria levado os documentos para serem assinados por Glaucos da Costamarques.

Por causa da divergência, o juiz Sérgio Moro determinou que o Hospital Sírio-Libanês informasse se Roberto Teixeira ou João Muniz Leite estiveram no hospital para visitar Glaucos da Costamarques. No entanto, o que a mídia não informa na maioria das matérias que trata sobre o assunto é que o tal contador foi contratado pelo próprio Glaucos da Costamarques, no período de 2010 a 2015.

"Durante esse período, assessorei o sr".

Lula comprou o apartamento 122, onde mora, em 2000.

"Para essa finalidade, recebia das mãos do sr". As informações foram prestadas três vezes à 13ª Vara Federal de Curitiba, sempre em resposta a ofícios do juiz Sergio Moro (veja os ofícios abaixo).

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