Aluno que atirou em colegas presta depoimento ao MP em Goiânia

Eloi Lecerf
Outubro 22, 2017

"Meu filho era uma criança muito doce, muito especial". O enterro dele está previsto para as 11h deste sábado no mesmo local.

Também durante o sepultamento, pai de João Pedro, o publicitário Leonardo Marcatti Calembo, disse que perdoa, e espera que a sociedade também perdoe o adolescente que tirou a vida do filho dele e do colega de sala, João Vitor Gomes, também de 13 anos. De acordo com ele, na sexta-feira a vítima João Pedro Calembo levou um desodorante para a sala de aula "O João jogou um desodorante nele".

O velório do estudante João Vitor teve início por volta de 1h no Cemitério Jardim das Palmeiras. O enterro ocorreu por volta das 11h20.

Dois colegas afirmam que João Vitor era amigo do atirador.

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sepe) de Goiânia junto ao Conselho Estadual informou à TV Anhanguera, por meio de nota, na sexta-feira, que estão dando todo apoio à escola e aos parentes dos alunos da instituição. Cerca de 80 pessoas acenderam velas e depositaram flores no local.

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No depoimento que prestou durante a tarde, o autor dos disparos, um adolescente de 14 anos, disse que foi motivado por bullying e que se inspirou nos casos da escola de Columbine (ocorrido em 1999, nos Estados Unidos), e de Realengo (em 2011, no Rio de Janeiro).

Ainda conforme os órgãos, representantes foram até o colégio, conversaram com professores e direção e apuraram que o estudante autor dos disparos não apresentava comportamento suspeito. Filho de pais militares, ele usou uma arma.40 que estava dentro de sua mochila.

João Pedro era aluno brincalhão, mas sério nos estudos. Ele afirmou ainda que o jovem chegou a levar um livro satanista para a escola e leu-o em voz alta.

Funcionários da escola levaram o autor dos disparos para a biblioteca para aguardar a chegada dos policiais.

O pai do adolescente que abriu fogo contra colegas em uma escola de Goiânia na manhã desta sexta-feira (20), foi ouvido de forma preliminar pelo delegado do caso agora à noite. O texto destaca que as aulas no Colégio Goyases estão suspensas sem previsão de retorno. Ele foi apreendido e levado para a Depai, onde contou que atirou primeiro contra João Pedro porque ele fazia bullying com o suspeito. João Pedro foi a primeira vítima do adolescente, que matou também outro colega e deixou mais quatro feridos. "Achei que ia morrer", disse o auxiliar administrativo Mauri Aragão.

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