Estudo relaciona uso de Omeprazol a câncer de estômago; entenda

Oceane Deschanel
Novembro 3, 2017

A descoberta, apesar de inédita, já tinha sido identificada pelos cientistas, mas ainda não havia nenhum trabalho que comprovasse essa afirmação e eliminasse outras hipóteses, como a de que uma determinada bactéria (Helicobacter pylor), até então suspeita, fosse responsável pelo desenvolvimento do câncer.

A Universidade de Hong Kong e da University College London, na Inglaterra, fez um alerta a respeito do uso do medicamento Omeprazol.

Um medicamento muito usado em todo o mundo para tratar refluxo ácido, gastrite e úlceras estomacais está associado a uma doença ainda mais grave.

O estudo foi feito com base na análise de 63.387 pacientes, que foram divididos em dois grupos: uns tomaram medicamentos da classe Omeprazol e outros fármacos H2, usados também contra o ácido estomacal. Foram mais de 60 mil pessoas que participaram da pesquisa que durou de 2003 a 2012, depois continuaram sendo acompanhado pelos pesquisadores e em 2015 era grande o número de pacientes com câncer no estômago.

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Com relação à agressão disciplinar, diz que somos um dos 59 países que a proíbem, desde 2014, com a chamada lei da palmada. A classificação fica da seguinte forma: Venezuela (97), Colômbia (71), El Salvador (66) e Honduras (65).

De acordo com a pesquisa as drogas do grupo de inibidores de bomba de próton (IBP) - incluindo também Pantoprazol e lansoprazol - a medicação pode aumentar em até 2,4 vezes o risco de desenvolver a doença. Da mesma forma, se a pessoa tomar o medicamento por mais de um ano, o risco de câncer de estômago aumenta cinco vezes e pode chegar oito vezes após três anos ou mais de consumo.

Dessa forma, o estudo recomenda que a comunidade médica tenha mais "cautela quando prescrevem IBP para uso de longo prazo, mesmo após a erradicação bem-sucedida de H plyori".

Os resultados mostram que os medicamentos chamados de anti-histamínicos H2 (como o cloridrato de ranitidina) quase não aumentaram o risco de câncer no estômago, enquanto os IBPs mais do que dobraram as chances do aparecimento da doença.

"Muitos estudos observacionais encontraram efeitos adversos associados aos IBPs".

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