Comitê anticorrupção saudita decreta prisão de 11 príncipes e 4 ministros

Oceane Deschanel
Novembro 5, 2017

Porém, a detenção de bin Talal deverá afectar a economia saudita: controla a firma de investimento Kingdom Holding, detém partes de grandes empresas como a News Corp, Citigroup, e Twitter, e também é dono de canais televisivos em vários países. Dezenas de príncipes, ministros - atuais e antigos - e homens de negócios foram detidos na Arábia Saudita durante uma operação anticorrupção, na noite de sábado.

O xeque saudita al-Mojeb não reconheceu as prisões ou nomeou qualquer suspeito, mas a agência de notícias Associated Press noticiou que o bilionário príncipe saudita Alwaleed bin Talal e outros membros da realeza, além de militares, empresários e ex-ministros foram detidos e estão sendo mantidos em hotéis de cinco estrelas em Riad, capital da Arábia Saudita.

Esse comité anticorrupção, dirigido pelo príncipe herdeiro, Mohamed bin Salman, tem como missão investigar casos de corrupção detetados no reino, segundo informou ainda antes da notícia das detenções a agência oficial SPA.

Segundo a cadeia de televisão Al Arabiya, pelo menos 11 príncipes, quatro ministros e "dezenas" de ex-ministros foram detidos por ordem de um comité anticorrupção criado horas antes pelo rei Salman bin Abdulaziz.

Enem 2017 começa neste domingo para 6,7 milhões de participantes
Para isso, os alunos devem utilizar no coletivo o cartão do Academia Enem, que receberá recargas especiais para os dias de prova. Os aparelhos terão de ser colocados em um porta-objetos com lacre, que deverá ficar embaixo da cadeira até o final do exame.

O novo organismo tem o poder de emitir ordens de detenção e de proibição de viajar para o estrangeiro, além de poder congelar bens dos investigados e adotar outras medidas preventivas ainda antes de os casos chegarem a tribunal.

Foi também anunciada uma remodelação governamental protagonizada pelo rei Salman.

O comitê reabriu a investigação de dois casos de corrupção relacionados com inundações ocorridas na cidade de Jidá, em 2009, e com o surto de coronavírus, que matou 500 pessoas entre 2012 e 2015.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL