Qualidade das rodovias piora em 2017, aponta CNT

Oceane Deschanel
Novembro 7, 2017

Com a mais extensa malha rodoviária do país, Minas Gerais tem apenas 30,2% dela avaliada como boa ou ótima, segundo a 21ª Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada hoje pela Confederação Nacional de Transportes (CNT).

Nos 869 quilômetros de estradas estaduais avaliados estão o maior problema de SC. Os números mostram que 92,8% das rodovias mantidas pelo Estado apresentam condições regulares (29,2%), ruins (53,6%) ou péssimas (10%).

As rodovias que ligam o município de Barracão ao de Cascavel, foi considerada a oitava pior do país.

"Assim, a redução dos aportes destinados à infraestrutura rodoviária desde 2011, sem um significativo ganho de eficiência na execução das intervenções, foi um fator determinante para a queda da qualidade das rodovias federais brasileiras", concluiu.

Foram analisados 105.814 quilômetros de rodovias - tanto BRs como estaduais - para embasar os resultados.

"Essa pesquisa, lamentavelmente, continua apontando um estado muito ruim das rodovias brasileiras", disse o presidente da seção de transporte rodoviário de cargas da CNT, Flávio Benatti. Em 2017, 38,2% das rodovias foram consideradas em bom ou ótimo estado, enquanto um ano atrás esse percentual era de 41,8%.

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Em relação ao pavimento, o levantamento revelou que metade das estradas apresenta qualidade "regular, ruim ou péssima", um aumento de 1,7% em comparação ao ano passado. No mês passado, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pelas estradas públicas federais, divulgou um estudo para afirmar que quase 70% das rodovias federais administradas pelo governo estão em "bom estado" de manutenção.

Em nível nacional, a sinalização foi o aspecto que mais se deteriorou. Neste item, segundo a CNT, o percentual de estradas com classificação "boa" ou "ótima" caiu de 48,3% em 2016 para 40,8% neste ano. Neste ano, a maior parte da sinalização (59,2%) foi considerada regular, ruim ou péssima. Esse valor é superior ao investimento feito em rodovias no ano passado, que foi de R$ 8,61 bilhões.

De acordo com a CNT, a queda na qualidade das rodovias é resultado da queda de investimentos em infraestrutura rodoviária. "O Brasil não tem recebido os investimentos em transporte que merecia receber".

Os 96.362 acidentes, com 6.398 óbitos, registrados em 2016, nas rodovias federais policiadas, resultaram em um custo de R$ 10,88 bilhões para o país. Este ano, até o mês de junho, foram investidos R$ 3,01 bilhões.

A avaliação geral, para a CNT, é negativa.

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