Assessor diz que pegava dinheiro na casa da mãe de Geddel

Judith Bessette
Novembro 8, 2017

Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, Job Ribeiro Brandão, ex-assessor parlamentar dos peemedebistas Geddel e Lúcio Vieira Lima, afirmou que devolvia aos parlamentares a maior parte de seu salário de servidor público, na faixa de 80%, em uma proporção equivalente a R$ 8 mil. Isso passou a ocorrer com mais frequência a partir de 2010. Por decisão de Fachin, Job Ribeiro Brandão está em prisão domiciliar desde 18 de outubro, mas, se não pagar o valor, irá para a prisão preventiva.

Brandão afirmou que em algumas oportunidades contou dinheiro do Posto Combustível Alameda da Praia e que este local está fechado há mais de um ano para reforma.

Ele disse desconhecer a origem e o destino da bufunfa que manuseava. "Geddel dinheiro na residência da mãe deste, para que o contasse", diz termo de declaração do ex-assessor obtido pela reportagem.

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Com isso, as chances de integrar o grupo que viaja para a Bahia são remotas. No outro lado, o Vitória está tratando o duelo com muita seriedade.

O ex-assessor ainda disse que 'o dinheiro era apresentado, em regra, em envelopes pardos e as somas giravam em torno de R$ 50.000,00 a R$ 100.000,00'.

De acordo com o homem de confiança de duas gerações da família de Geddel, 'os valores contabilizados giravam em torno de R$ 10.000,00 a R$ 15.000,00'. O dinheiro, diz Job, "era depositado em conta vinculada ao próprio posto no banco Bradesco". Job é assessor dos políticos da família há anos e já trabalhou para o pai, Afrisio Vieira Lima, falecido no ano passado, e para os irmãos Geddel e Lúcio. Hoje, ele tem 49.

Posteriormente, relatou o ex-assessor, trabalhou com Geddel durante os cinco mandatos do peemedebista (1991-2011) e depois com Lúcio, que está em seu segundo mandato. Ele pagou fiança inicialmente estipulada em cem salários mínimos, depois reduzida à metade após recurso da defesa ser acolhido. O ex-ministro e o deputado Lúcio Vieira Lima são investigados pelo crime de lavagem de dinheiro. Mas, segundo parecer da procuradora geral da República, Raquel Dodge, ele tinha remuneração líquida mensal de R$ 14.334,28 como assessor parlamentar. "O senso comum e o exercício das máximas de experiência sugerem a probabilidade de que Job Ribeiro Brandão oculte patrimônio pessoal dos órgãos oficiais".

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