Lula promove uma blitz contra Sergio Moro nos tribunais

Judith Bessette
Novembro 8, 2017

No entanto, o juiz federal respondeu, deixando claro que a defesa de Lula não poderá acompanhar a perícia feita pela Polícia Federal, mas terá acesso a todos os documentos após laudos serem realizados.

Segundo a denúncia, o ex-presidente se beneficiou de R$ 1,02 milhão em benfeitorias no imóvel, que era frequentado por Lula e seus familiares. Basta que o ex-presidente tenha desfrutado das reformas feitas no espaço pelas empreiteiras OAS e Odebrecht.

Os valores usados nas reformas teriam vindo de contratos das empreiteiras na Petrobras e repassados como vantagem ilícita ao ex-presidente.

Também nesta terça (7), o juiz assinou outro despacho respondendo as defesas prévias dos acusados.

No documento, Moro sustenta que não há na denúncia a afirmação de que os recursos provenientes dos contratos da Petrobras com a Odebrecht ou com a OAS foram utilizados diretamente para as reformas do sítio.

Em 20 de julho deste ano, os advogados de Lula tinham ingressado com um mandado de segurança que, segundo a defesa, foi encerrado "sumariamente" pelo tribunal, no dia 19 de outubro, sem que fosse analisado o mérito.

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No despacho, Moro diz que "os crimes de corrupção e de lavagem se configurariam, em princípio, quer os recursos tivessem ou não origem direta nos contratos". Lula é o último a ser ouvido pois tem direito à ampla defesa.

No dia 5 de fevereiro, as oitivas começam com os depoimentos do ex-gerente da Petrobras Eduardo Costa Vaz Musa e dos publicitários Mônica Moura e João Santana.

O juiz questiona, ainda, o pedido da defesa de Lula para arrolar 59 testemunhas de defesa, argumentando que boa parte já foi ouvida em ações penais conexas. Os advogados do ex-presidente promovem nos tribunais uma blitz contra Moro, buscando afastá-lo dos processos em que o ex-presidente é réu com o argumento de que o juiz é parcial.

Em nota, a defesa alega que o juiz está agindo de maneira contraditória e que o indeferimento de perícias para verificar se o dinheiro teve origem em contratos da Petrobras é uma estratégia para manter o processo na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba.

Afirmam também que o Ministério Público Federal não provou que o ex-presidente tentou mascarar seu patrimônio algo longo do processo e que o bloqueio só foi determinado após a condenação de Lula na primeira instância.

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