Sindicatos dizem que adesão é maior do que em protestos anteriores — Greve/Médicos

Oceane Deschanel
Novembro 8, 2017

Num balanço geral, o SIM dá conta que nos hospitais a adesão "é de 90% a 100% nos blocos operatórios e de 85% a 90% nas consultas e nos centros de saúde é de cerca de 80%".

Jorge Roque da Cunha voltou a lembrar que os médicos apenas pretendem que o ministério os deixe trabalhar mais, colocando no topo das reivindicações a devolução do que foi retirado a esta classe aquando do programa de ajustamento da 'troika' em Portugal.

Num comunicado divulgado pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM), os sindicalistas consideram que o ministro da saúde "não foi sensível aos problemas" dos profissionais nem aos problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A adesão à greve dos médicos desta quarta-feira "ronda os 90 por cento no bloco operatório e 95 por cento nas consultas externas", no Hospital Senhora da Oliveira. Já para a redução da lista de utentes por médico de família a proposta foi de uma diminuição de 50 pessoas por lista.

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"O ministro da Saúde terá de refletir sobre o que leva os médicos a uma greve maciça", disse, lamentando que a tutela esteja há dois meses sem contactar os sindicatos. "Não é por acaso que apesar da cosmética, as listas de espera aumentaram", reforçou.

Para a dirigente sindical, esta greve é diferente na adesão expressa, a qual é "bastante sugestiva" do tempo que se vive e do "descontentamento" da classe. A greve é marcada pelos dois sindicatos médicos, que se dizem "empurrados para o mais forte grito de protesto", depois de um ano de "reuniões infrutíferas no Ministério da Saúde".

No pré-aviso de greve, o Sindicato dos Médicos do Norte, o Sindicato dos Médicos da Zona Centro e o Sindicato dos Médicos da Zona Sul apontam ainda a reivindicação da reposição do pagamento integral das "horas incómodas" e o "desencadeamento imediato do processo de revisão da carreira médica e das respectivas grelhas salariais".

Os sindicatos médicos anunciaram que até ao final do ano existirão novos dados reivindicativos e novas movimentações, as quais poderão significar "uma nova e mais alargada greve médica". Tal como o secretário-geral do SIM, este dirigente sublinhou a "forte adesão" dos médicos à greve, que se expressa em vários casos pelo encerramento total das salas e o adiamento de consultas.

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