Aécio destitui Tasso da presidência interina do PSDB

Patrice Gainsbourg
Novembro 10, 2017

O senador Aécio Neves, que estava licenciado da presidência do PSDB desde maio, quando sofreu o primeiro afastamento de seu mandato por suspeita de corrupção, retomou nesta quinta-feira a presidência do partido.

"Conforme conversa que tivemos hoje, em razão da sua candidatura à presidência do PSDB, formalizada ontem, e com o objetivo de garantir a desejável isonomia entre os postulantes, estou reassumindo a presidência do partido e, ato contínuo, indicando o nosso mais antigo vice-presidente, o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, para conduzir com imparcialidade a eleição que se dará na convenção nacional marcada para o próximo dia 9 de dezembro", afirma Aécio na carta. No lugar do parlamentar cearense, o mineiro indicou o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman para o cargo. Por não ter se curvado aos interesses do (Michel) Temer, o senador Tasso é mais uma vítima do Aécio, que se transformou na maior decepção para os brasileiros.

Aécio disse estar preocupado com o fato de o PSDB sair da agenda de "vanguarda" para se limitar a uma disputa interna. "E não é o do Fernando Henrique, do Mário Covas, do José Richa, do Franco Montoro", disse.

O senador, que ocupava interinamente a presidência da legenda desde maio, iniciou uma declaração à imprensa em tom de brincadeira.

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A cizânia dentro do tucanato também acontece em um momento em que o partido ainda não tem definido seu candidato à Presidência da República no ano que vem. "Evidentemente não é fácil enfrentar estrutura do governo federal e nem do partido", disse.

Ainda de acordo com o senador cearense, a argumentação foi de que isso traria mais "isonomia" para a disputa pela presidência da legenda. O partido elege no dia 9 de dezembro a nova direção. "O que custava uma ligação do Aécio, avisando que faria intervenção no partido?", questionou o deputado.

"A mim cabe apenas ler o que está escrito e responder o que está escrito e o papel meu será exatamente esse, nesses 30 dias que têm pela frente, o equilíbrio na disputa, se ela se concretizar", disse Goldman. "São diferenças profundas, desde comportamento político, comportamento ético, visão de governo, a questão do fisiologismo deste governo". Com informações da Folhapress.

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