Conta de luz e gás de botijão puxam inflação de outubro — IBGE

Judith Bessette
Novembro 10, 2017

Mais cedo, além do IPCA, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve um avanço de 0,37% em outubro, após a deflação de 0,02% registrada em setembro.

Já o preço do gás de botijão teve alta de 4,49%, resultado de reajustes promovidos pela Petrobras nas refinarias. Em 2018, a aposta é que a inflação fique em 4,02%.

No ano, a energia elétrica acumula alta de 9,27% e o gás, de 12,98%.

Mesmo com as duas altas mensais consecutivas, a inflação de Fortaleza no acumulado deste ano ainda é considera baixa, tendo em vista que o índice é de 1,89% até o momento, abaixo da média nacional, de 2,63%. Em setembro, o indicador havia desacelerado para 0,16% na margem e para 2,54% em 12 meses.

Quanto aos índices regionais, as variações ficaram entre -0,22%, registrado no Rio de Janeiro, e 1,50%, em Goiânia. O grupo habitação, que engloba o produto, foi responsável por metade da alta, com impacto de 0,21 pontos percentuais.

Em outubro, o preço da energia subiu 3,21%, diante da adoção da bandeira vermelha nível 2, que acrescentou na conta de luz R$ 3,50 por cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos para pagar o uso de usinas térmicas.

Evra fora do Marselha e suspenso do futebol europeu até 2018
Evra foi enquadrado no artigo 15 do Regulamento Disciplinar da Uefa, que aborda a "má conduta" de atletas. O jogador francês foi suspenso até 30 de junho de 2018 de qualquer competição organizada pela Uefa.

O economista do IBGE Fernando Gonçalves disse, porém, que ainda é cedo para decretar uma mudança de rota na trajetória da inflação.

Os combustíveis também aumentaram em outubro. Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,11%, depois de recuarem 0,57% em setembro.

A inflação de 0,42% em outubro fez a taxa acumulada em 12 meses subir de 2,54% em setembro para 2,70%.

No ano, o IPCA acumula alta de 2,21%. Em outubro do ano passado, o INPC havia registrado 0,17%.

Por outro lado, houve redução no último mês nos preços do feijão-mulatinho (-18,41%), alho (-7,69%), feijão-carioca (-3,29%), açúcar cristal (-3,05%), leite longa vida (-2,99%) e arroz (-1,14%). O resultado se deve, principalmente, aos preços dos alimentos para consumo em casa, que recuaram 0,17%.

"Durante o ano todo, a oferta de alimentos foi muito boa, o que ajudou a controlar a inflação". Essa previsão foi mantida com relação à semana anterior. Se as projeções estiverem corretas, portanto, o IPCA encerrará o ano abaixo do piso da meta.

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