Meirelles se diz 100% focado no ministério da Fazenda

Judith Bessette
Novembro 10, 2017

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira (9) que a reforma da Previdência será mais enxuta, mas afirmou que a redução da proposta não pode ser superior a 50% do previsto originalmente.

De acordo com Meirelles, o governo não deve abrir mão de aprovar a idade mínima para a posetadoria, o período de transição e a equiparação entre setor público e privado.

O texto enviado pela equipe econômica ao Congresso no ano passado previa economia de cerca de R$ 800 bilhões. "Não, não perdeu. O importante é que seja reforma substancial", afirmou. Mas temos uma série de outros pontos, como o tempo de contribuição, que estamos discutindo.

Após reunião com o presidente Michel Temer e parlamentares, o relator da reforma da Previdência, Artur Maia, confirmou que a nova proposta de reforma da Previdência manterá o tempo mínimo de contribuição em 15 anos. "O deputado Artur Maia [(PPS-BA), relator da proposta] está redigindo um substitutivo que seja de fato aprovável, mas a restrição é que a cada proposta de mudança temos que olhar a redução do benefício".

- Para o teto (de gastos) ser sustentável ao longo do tempo, é muito importante fazer a Reforma da Previdência - ressaltou.

Ministro da Saúde recebe alta
A transferência foi feita para o Sírio-Libanês para acompanhamento da equipe médica responsável pela cirurgia. A informação é do senador Ciro Nogueira (PP), que é presidente nacional do partido.

Segundo ele, a desidratação da reforma teria que ser compensada para garantir o equilíbrio fiscal, idealmente na própria reforma.

O governo montou uma verdadeira força-tarefa nesta semana para mostrar empenho em aprovar ao menos pontos da reforma da Previdência no Congresso Nacional. A elevação prejudicaria principalmente as pessoas mais pobres, que têm mais dificuldade de encontrar empregos formais e, assim, contribuir com a Previdência Social.

O ministro confirmou que devem ser feitas mudanças na proposta que foi aprovada em comissão especial da Câmara, mas não detalhou quais seriam as alterações.

Mais cedo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o clima para aprovar a reforma é difícil e que só colocará a proposta em votação quando tiver certeza de vitória.

O ministro Henrique Meirelles disse ainda que a Reforma da Previdência é "uma necessidade matemática" e não "questão de opinião política ou desejo".

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