Safra recorde impulsionou aumento dos estoques, diz supervisora do IBGE

Patrice Gainsbourg
Novembro 10, 2017

A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas do país no ano que vem deverá ser 8,9% abaixo da safra de 2017.

O IBGE lembrou que, em junho, a safra de soja se encontrava praticamente toda colhida, com produção recorde estimada em 115,1 milhões de toneladas, um acréscimo de 19,5% em relação ao ano anterior, favorecida pelas condições climáticas desde o plantio até a colheita. Dentre as cinco principais lavouras, apenas o feijão em grão deverá ter aumento na safra: 1,3%.

De acordo com as estimativas, devem produzir menos as regiões Norte (-3,2%), Nordeste (-5,8), Sudeste (-4,8%), Sul (-12,3%) e Centro-Oeste (-8,0%).

O IBGE também divulgou sua décima estimativa para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas 2016/17, com dados de outubro.

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Ainda assim, espera-se que a safra seja 30% superior no comparativo com o ciclo 2015/16, quando o Brasil colheu, segundo o IBGE, 185,8 milhões de toneladas. O milho teve aumento de 27,3% na primeira safra e de 72% na safrinha, de acordo com o IBGE. A soja representou o maior volume estocado (34,9 milhões de toneladas), seguida pelos estoques de milho (13 milhões).

Já o número de estabelecimentos ativos existentes no primeiro semestre do ano caiu 0,1%.

A Pesquisa de Estoque 2017 do IBGE indica, também, a predominância dos silos na rede armazenadora do país, com capacidade para guardar no primeiro semestre do ano 79,2 milhões de toneladas, um crescimento de 2,5% em relação ao segundo semestre do ano passado; seguido dos graneleiros e granelizados que fecharam o semestre com capacidade útil de armazenamento de 63 milhões de toneladas - neste caso anotando queda de 1,9% sobre os últimos seis meses do ano passado. O volume estocado de arroz teve expansão de 29,4% no período de um ano, e o de café teve elevação de 7,3%.

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