Bolsonaro é condenado a pagar 150 mil por declarações homofóbicas

Patrice Gainsbourg
Novembro 11, 2017

O deputado federal Jair Bolsonaro foi condenado, em segunda instância, a pagar R$ 150 mil por dano moral coletivo por ofensas feitas contra a população LGBT.

O recurso do deputado foi julgado na quarta-feira (8) pela 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio. À pergunta "se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?", formulada pela cantora Preta Gil, o deputado afirmou: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja, eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados, e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu". Em resposta à polêmica que sua fala gerou, Bolsonaro alegou não ser contra os homossexuais, mas que suas declarações faziam parte de uma crítica ao chamado "Kit gay", cartilha informativa que seria distribuída nas escolas, com menções sobre gênero, sexualidade e prevenções de gravidez na adolescência e DST. Para a juíza, "não se pode deliberadamente agredir e humilhar, ignorando-se os princípios da igualdade e isonomia, com base na invocação à liberdade de expressão". A defesa de Bolsonaro ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Procurada pela reportagem, a assessoria de Bolsonaro afirmou que o deputado só irá se pronunciar sobre a confirmação da condenação quando for notificado da sentença. A mensagem foi publicada pelo site "O Antagonista".

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Por outro lado, os norte-irlandeses ficaram em segundo lugar no Grupo C, com 19 pontos, onze atrás da Alemanha. Na cobrança da penalidade, o lateral esquerdo bateu no meio, sem chances para o goleiro.

"Indivíduos que são referência na academia, com vários papers publicados em revistas ranqueadas, com larga experiência profissional e sem máculas em seus respectivos históricos", diz trecho do comunicado sobre a equipe do deputado.

Na carta, Bolsonaro confirma que tem mantido contato com o pesquisador Adolfo Sachsida, 45.

"Afirmamos que, absolutamente, todas as propostas serão pautadas pelo respeito aos contratos, respeito às leis e pelo TOTAL respeito à Constituição Brasileira", diz Bolsonaro na carta.

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