União Europeia estabelece embargo de armas à Venezuela

Patrice Gainsbourg
Novembro 13, 2017

O governo venezuelano questionou a eficácia das sanções europeias - uma "estupidez", nas palavras de Maduro -, já que, segundo sua embaixadora na UE, Claudia Salerno, a Venezuela "não tem dependência" das armas, ou do material embargado pelos 28 países-membros.

O veto às armas vai impedir a comercialização de equipamentos militares que poderiam ser usados para repressão ou vigilância dos venezuelanos.

Numa fase posterior, e apenas se necessário, as medidas aprovadas incluem um quadro legal para impor sanções a dirigentes, como a entrada na União Europeia e o congelamento de bens. "As medidas podem ser revertidas, dependendo da evolução da situação no país, em particular na realização de negociações credíveis, respeito pelas instituições democráticas, adotação de um calendário eleitoral completa e libertação de todos os prisioneiros políticos", lê-se nas conclusões adotadas pelo Conselho.

Desde o início dos protestos de oposição em abril, os quais deixaram pelo menos 125 mortos em quatro meses, vários líderes europeus - entre eles, o presidente da Eurocâmara, Antonio Tajani - pediram à UE que adote sanções contra o governo de Nicolás Maduro.

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"A responsabilidade primeira para por termo à crise na Venezuela cabe ao país".

Na declaração, os ministros afirmaram que as eleições regionais realizadas no dia 15 de outubro foram um ponto de inflexão que endureceu a posição da União Europeia, ao serem realizadas em meio de "numerosas irregularidades".

- Tudo o que fizemos tem como objetivo buscar o diálogo entre o governo e a oposição para encontrar uma solução democrática e pacífica - disse o ministro espanhol de Assuntos Exteriores, Alfonso Dastis, ao conversar com jornalistas após a reunião que decidiu pelas sanções.

Há cerca de 500 mil portugueses e lusodescendentes na Venezuela, uma comunidade muito ligada ao comércio.

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