Operação da PF investiga desvio de R$ 400 milhões na Caixa

Oceane Deschanel
Novembro 14, 2017

Empregados da Caixa Econômica Federal e empresários do ramo de tecnologia da informação (TI) foram alvos de uma operação da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta terça-feira (14), para desarticular uma organização criminosa suspeita de desviar R$ 358 milhões em contratos de TI com o banco. A operação denominada Backbone envolveu perto de 50 policiais federais em Brasília. Não há ordens de prisão nem de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento, sendo cumpridas.

Segundo a polícia, as investigações mostram que empregados da Caixa e o sócio administrador da empresa de consultoria "receberam vantagens indevidas" repassadas pelas empresas, "com a finalidade de cometer irregularidades na formalização e fiscalização dos contratos dessas empresas com a CEF".

As empresas de TI repassavam os valores indevidos para a empresa de consultoria por meio de contratos de prestação de serviços, em princípio, inexistentes. Ainda segundo a PF, os contratos suspeitos somam cerca de R$ 385 milhões.

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Porém, membros da bancada religiosa introduziram a questão do aborto nesse projeto. Por conta dessa manobra, o projeto foi apelidado de Cavalo de Troia.

Os envolvidos responderão na medida de suas responsabilidades pelos crimes de: corrupção ativa, corrupção passiva e pelo tipo penal de integrar organização criminosa. Para justificar o aumento no patrimônio, os empregados da Caixa e o sócio administrador da empresa de consultoria realizavam contratos de compra e venda de imóveis, viabilizando assim a lavagem de dinheiro dos recursos obtidos ilicitamente.

A operação foi batizada de Backbone, expressão que na área da informática faz referência à espinha dorsal de um sistema de rede de computadores.

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