Polícia Federal investiga esquemas de fraude no Enem

Judith Bessette
Novembro 14, 2017

Segundo o delegado federal Franco Perazzoni, os mandados de busca e condução coercitiva foram relacionados a pessoas que já estavam sob suspeita de terem fraudado edições anteriores do Enem e que também haviam se inscrito para a edição deste ano. Segundo apurou o Cidadeverde.com, ele arregimenta candidatos no Estado que pagam para o advogado passarem em vestibulares de medicina.

A quadrilha investigada, segundo a PF, não frauda apenas o Enem, mas atua também em outros concursos.

O advogado já foi preso em operação da Greco (Grupo de Repressão ao Crime Organizado), mas foi liberado.

A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou a Operação Passe Fácil na manhã do último domingo, com objetivo de coibir fraudes no Enem.

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Além das prisões, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva, nos estados do Ceará (Fortaleza, Juazeiro, Barbalha, Mauriti, Abaiara e Lavras da Mangabeira), Paraíba (São José de Piranhas e Cajazeiras) e Piauí (Teresina).

A operação buscou desvendar e desarticular esquema de candidatos interessados em fraudar o certame mediante a resolução da prova por especialistas em determinado bloco de questões de prova, chamados de pilotos, que posteriormente repassavam os gabaritos aos candidatos que os contrataram, inclusive por intermédio de pontos eletrônicos. Os resultados ainda estão sendo computados, mas segundo a Polícia Federal já foi possível colher depoimentos e apreender celulares dos investigados.

Para evitar fraudes, foram usados um detector de ponto eletrônico a cada cem participantes, a maior quantidade desde que esse recurso começou a ser usado.

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