EUA aprovam pílula que é digital e pode ser rastreada no organismo

Patrice Gainsbourg
Novembro 15, 2017

A liberação do primeiro remédio aplica-se ao aripiprazol, um antipsicótico usado no tratamento de distúrbios mentais, como transtornos de personalidade, depressão e esquizofrenia.

O patch, que deve ser substituído toda semana, transmite, então, a informação para um aplicativo que permite aos pacientes comprovarem a ingestão do medicamento em seu celular.

O rastreamento é feito por uma espécie de adesivo, que é colado no corpo, e que detecta a ingestão da pílula - que conta com um sensor feito de materiais encontrados em uma comida "normal".

Além de informações como data e hora, o sensor informa também alguns dados de atividade fisiológica da pílula, que podem ser úteis para um melhor entendimento do tratamento. Com consentimento, médicos e familiares também podem acessar os dados do paciente.

Qualcomm rejeita proposta da Broadcom
A questão que se levanta aqui é que existe a possibilidade dos administradores estarem sim receptivos a uma oferta mais avultada. Recentemente a Qualcomm recebeu o que será considerada uma oferta milionária para a sua aquisição, por parte da Broadcom.

Contudo, o FDA (sigla para Food And Drug Administration) informa que não foram apresentados estudos mostrando que a tecnologia aumenta a adesão à terapia - embora o órgão tenha aprovado o dispositivo pelo seu potencial.

"Ser possível rastrear a toma da medicação receitada para doenças mentais pode ser útil para alguns doentes", explica o responsável do departamento de produtos psiquiátricos da FDA, Mitchell Mathis, citado no comunicado oficial. "A FDA apoia o desenvolvimento e o uso de novas tecnologias em medicamentos prescritos e está empenhada em trabalhar com empresas para entender como a tecnologia pode beneficiar pacientes e médicos".

Chamada de Abilify MyCite, a pílula foi desenvolvida pelas emrpesas norte-americanas Otsuka Pharmaceuticals e Proteus Digital Health.

Pelo mesmo motivo, a tecnologia não deve ser usada para rastreamento em situações de emergência ou em outras situações em que as informações precisam estar disponíveis rapidamente. Aqueles que fizerem uso da medicação devem ser acompanhados no que diz respeito a pensamentos e comportamentos suicidas.

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