Globo é acusada de pagar propina à CBF

Patrice Gainsbourg
Novembro 15, 2017

Além de Marin, estão sendo julgados Juan Ángel Napout, ex-presidente da Conmebol e da Associação Paraguaia de Futebol, e Manuel Burga, ex-presidente da Federação Peruana de Futebol.

Num dos depoimentos mais aguardados do julgamento do escândalo de corrupção da Fifa, em Nova York, Buzarco disse que grupos de mídia, entre eles a Globo e a brasileira Traffic, além de Televisa, do México, a americana Fox e a argentina Full Play fizeram pagamentos irregulares para obter vantagens.

Burzaco foi ouvido como testemunha de acusação no julgamento de José Maria Marin, ex-dirigente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Disse estar "indignado" com a citação feita a ele por Alejandro Burzaco, a quem define como "delator premiado", na Corte do Brooklin e negou que tivesse conhecimento "de qualquer esquema de corrupção supostamente existente no âmbito das entidades do futebol a que (o empresário) se referiu".

O ex-mandatário da entidade teria recebido propina em contratos da confederação.

Apenas dois dias depois da extradição do cartola da CBF, no dia 5 de novembro de 2015, o presidente do Grupo Globo, Roberto Irineu Marinho, distribuiu comunicado aos diretores informando o afastamento de Marcelo Campos Pinto do comando da Globo Esportes, o braço de negociações de direitos esportivos do Grupo Globo. Era sempre Del Nero quem tomava as decisões.

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Marin foi preso em maio de 2015 na Suíça. Presidente, integrantes do comitê executivo, vice-presidentes, secretário-geral, presidentes de federações nacionais. Em nota, a emissora declarou que "o Grupo Globo afirma veementemente que não pratica nem tolera qualquer pagamento de propina".

Buzarco, que também é réu na investigação conduzida pela Justiça americana, fechou um acordo de delação premiada, e está em prisão domiciliar em Nova York desde que foi detido, há dois anos.

O canal esclareceu ainda que, em suas amplas investigações internas, apurou que jamais realizou pagamentos que não os previstos nos contratos.

O empresário citou ainda o grupo Clarín, mas disse que este foi o único que não chegou a pagar propinas à Fifa. Por outro lado, o Grupo Globo se colocará plenamente à disposição das autoridades americanas para que tudo seja esclarecido. Os nossos princípios editoriais nem permitiriam que fosse diferente. "Mas o Grupo Globo considera fundamental garantir aos leitores, aos ouvintes e aos espectadores que o noticiário a respeito será divulgado com a transparência que o jornalismo exige".

O argentino detalhou como se deu a transição do pagamento de propina depois que Ricardo Teixeira renunciou à Presidência da CBF em 2012.

O Jornal Nacional não conseguiu contato com Marcelo Campos Pinto. Todos esperavam que Marco Polo Del Nero fosse o presidente após a saída de Ricardo Teixeira, mas ele ainda não pôde assumir em 2012. "Por fim, reafirma que nunca participou, direta ou indiretamente, de qualquer irregularidade ao longo de todas atividades de representação que exerce ou tenha exercido".

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