Brasileira é morta em operação policial em Lisboa

Eloi Lecerf
Novembro 16, 2017

Mãe e filha viviam há mais de oito mil quilômetros de distância.

A corporação relatou que, pouco depois das 3h da madrugada daquele dia, foi emitido um chamado pelo rádio para as viaturas disponíveis em Setúbal, Lisboa e regiões adjacentes tentarem interceptar o veículo usado por uma quadrilha que havia explodido e furtado um caixa eletrônico na região de Pragal, em Almada. Mas Ivanice foi morta na madrugada de quarta-feira, quando o carro em que estava foi confundido com o de assaltantes, depois de o motorista furar uma barreira formada por agentes. Eles fizeram o bloqueio, mas o casal se assustou e o motorista tentou recuar. De acordo com informações divulgadas na imprensa portuguesa, Ivanice Costa foi baleada no pescoço e morreu ainda antes de chegar ao hospital.

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Antes, a seleção havia participado das edições do Uruguai-1930, México-1970, Argentina-1978 e Espanha-1982. Na visão do capitão da seleção peruana e goleador do Flamengo, "o sonho de todos se tornou realidade".

O companheiro de Ivanice foi preso por dirigir sem carteira de habilitação, por desobediência ao sinal de parada e por condução perigosa. "Já que a culpa é deles, que a culpa é do Estado, queria que me mandasse a minha filha". Eu dizia-lhe várias vezes: "'vem embora Nicinha, vem embora Nicinha', e ela não vinha", recorda Maria Luzia. Ivanice Carvalho da Costa morava há 17 anos em Portugal e estava indo para o trabalho. A família contou que ela estava legalizada no país e que não pensava em voltar para o Brasil. "Estamos em estado de choque", disse a jovem, Ivanice visitou a família pela última vez em 2007, quando passou quase um mês de férias em Amaporã. "Era como se fosse minha filha", definiu. Lá, disseram que não poderiam ajudar nas despesas para que a família faça o sepultamento de Ivanice no Brasil. "A Embaixada acompanha atentamente o caso e aguarda novas informações a respeito do inquérito com vistas a determinar o curso de ação a ser tomado", disse a Embaixada do Brasil, em comunicado. A irmã caçula também afirmou que a família ainda não foi contactada por nenhuma autoridade brasileira.

Em nota, a Embaixada do Brasil em Portugal informou que o "Consulado-Geral do Brasil em Lisboa prestará o "apoio cabível".

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