Ex-autarca de Caracas foge da Venezuela

Patrice Gainsbourg
Ноября 18, 2017

Ledezma negou as acusações, que disse serem fabricadas. "Foi uma travessia de filme passar por mais de 29 postos entre a Guarda Nacional e a polícia do governo", revelou a jornalistas colombianos sem revelar detalhes.

De Cúcuta, pediu ajuda à Colômbia, para onde já fugiram vários juízes destituídos e a ex-procuradora-geral Luisa Ortega, que chegou a Bogotá em agosto, alegando perseguição política. Tendo chegado já à capital colombiana de Bogotá, a sua intenção é agora chegar a Madrid.

Ledezma afirma que decidiu fugir depois de ser informado por militares e membros da Inteligência de que havia um suposto "plano" do governo contra ele. "Minha voz se une ao coro de vozes de venezuelanos que pediram auxílio da Colômbia", afirmou Ledezma.

"Não quero ser refém de um governo, de uma tirania que procura perpetuar-se no poder". Ele garantiu não ter consultado sua esposa e suas filhas e não ter dado pistas claras sobre seus próximos passos.

Em Espanha prevê reunir-se com familiares e iniciar uma campanha na União Europeia, a favor da liberdade dos presos políticos e contra o que classifica como "ditadura" na Venezuela.

Читайте также: Centeno fala do descongelamento das carreiras: "Todos temos de saber merecer"

O prefeito foi acusado dos crimes de conspiração e formação de quadrilha pelo Ministério Público, mas nunca foi julgado. Dois meses depois, chegou a ser colocado em prisão domiciliar por questões de saúde.

"Quando saí da minha casa após mais de mil dias presos injustamente não pude conter as lágrimas ao ver meninas e mulheres revirando cestos de lixo, e estamos falando do país que possui as maiores reservas de petróleo do mundo e de um governo que desperdiçou uma imensa fortuna e onde foram roubados mais de US$ 600 bilhões", lamentou o opositor. Mas lamentou que Zapatero tenha sido escolhido como mediador, e não o também ex-presidente do governo espanhol, Felipe González.

"(A Nicolás Maduro, eu digo) para parar, é hora de se afastar e permitir um governo de transição, Maduro não pode continuar torturando o povo da Venezuela", acrescentou.

Ledezma foi apelidado por Maduro como "o vampiro" e foi acusado pelas autoridades de colaborar com radicais violentos, incluindo dissidentes militares que o regime chavista acusa de terem planeado um golpe de Estado através de ataques aéreos. Foi protegido para a Espanha para viver a grande vida, para ir tomar vinho na Gran Vía. "Que não nos devolvam", afirmou Maduro, em um ato em Caracas.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, reagiu à notícia em sua conta no Twitter. "Minha saudação a Antonio Ledezma, referência moral da Venezuela, agora livre para liderar a luta no exílio para a instauração do sistema democrático no seu país", escreveu o uruguaio na rede social.

При любом использовании материалов сайта и дочерних проектов, гиперссылка на обязательна.
«» 2007 - 2017 Copyright.
Автоматизированное извлечение информации сайта запрещено.

Код для вставки в блог

Outros relatórios

Discuta este artigo