Banco Mundial aponta que governo brasileiro gasta muito, e de forma injusta

Oceane Deschanel
Ноября 22, 2017

Nesse sentido, ressalta que será necessário reduzir as despesas em 0,6% em proporção ao PIB do país a cada ano, bem como reduzir as despesas dos estados e municípios em 1,29%.

Para cumprir o teto dos gastos, que foi aprovado pelo governo no final de 2016, os gastos precisam ser reduzidos em 0,6% do PIB ao ano em relação à tendência atual durante a próxima década. Isso porque 35% dos subsídios beneficiam aqueles que estão entre os 20% mais ricos, enquanto penas 18% dos subsídios vão para os 40% mais pobres. Em 2080, o rombo da Previdência será de 150% do PIB. "Os grandes e crescentes déficits do sistema previdenciário constituem um fator chave da pressão fiscal". Segundo o Banco Central, nas últimas décadas, os gastos do país aumentaram de uma maneira "consistente". Por ano, caso houvesse uma reforma, o governo poderia economizar R$ 13 bilhões. "Essa economia é um componente fundamental de qualquer estratégia de ajuste fiscal confiável".

Mas o gasto superior do Brasil não se deve a um inchaço ou excedente de funcionários a serviço da população, segundo o Banco Mundial.

As críticas mais severas dos economistas do Banco Mundial, que elaboraram o estudo divulgado nesta terça-feira, foram direcionadas às distorções existentes no serviço público brasileiro. O restante deve ser complementado por projetos de leis e outras proposições, inclusive novas PECs.

Outro ponto polêmico tocado pelo Banco Mundial é o custo da previdência do funcionalismo público. Ainda segundo o levantamento, os servidores públicos federais ganham, em média, 67% a mais do que os trabalhadores da iniciativa privada. No início do mês, após encontro com o presidente Michel Temer, o deputado federal e vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS) afirmou que o grande prejuízo da previdência brasileira é a área pública, principalmente dos altos salários: juízes, promotores, fiscais, advogados da União, deputados, senadores. Aliadas aos gastos com o sistema público federal, as despesas previdenciárias totais em nível federal comprometerão toda a despesa governamental prevista no âmbito do teto de gastos até 2030. Nos países da OCDE, entre os quais os mais ricos do mundo, este percentual é de quase 10%.

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O objetivo do relatório, segundo a instituição é defender mais eficiência dos gastos públicos no Brasil.

Na educação, haveria espaço para economia reduzindo o número de professores em regiões do país onde há cada vez menos crianças em razão da mudança demográfica (envelhecimento da população).

Outros países desenvolvidos, como Austrália e EUA, gastam consideravelmente menos -a massa salarial equivale a cerca de 9% do PIB.

Há, ainda, sugestões para no âmbito tributário, como a reforma do Simples, a eliminação da desoneração da folha de pagamento e a reforma da Zona Franca de Manaus, para "uma alternativa menos distorciva e custosa".

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