Há consenso para aprovação da reforma da Previdência — Vice-governadora

Patrice Gainsbourg
Novembro 22, 2017

Meirelles declarou que o tempo mínimo de contribuição, que havia sido elevado para 25 anos, foi reduzido para 15 anos.

"Então, há um incentivo para as pessoas, de fato, trabalhem um pouco mais, visando ter uma aposentadoria melhor", afirmou Meirelles.

"Nossos cálculos apontam que o novo texto mantém uma economia de cerca de 60% do valor original, que era de pouco menos de R$ 800 bilhões". O valor integral será pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social somente quando houver contribuição de 40 anos e a idade mínima.

"Segundo nossos cálculos, isso [a economia fiscal se a nova proposta for aprovada] deve dar ao redor de 60%".

Ele ressaltou que não haverá mudanças na aposentadoria rural e nos contemplados pelo BPC (Benefício de Prestação Continuada) e que policiais e professores estarão de fora das novas regras.

Sede do Infarmed muda de Lisboa para o Porto
Questionado pelo i sobre os detalhes da mudança do Infarmed para o Porto , o Ministério da Saúde não avançou mais informação. Todos estes detalhes serão definidos durante o próximo ano, de acordo com o ministro.

Segundo ele, outro ponto da proposta que está mantido é a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens, obedecendo a regra de transição, e a equiparação dos regimes dos trabalhadores privados e dos servidores públicos.

O tema reforma da Previdência será novamente debatido nesta quarta-feira à noite, durante jantar no Palácio da Alvorada, reunindo o presidente da República, Michel Temer, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). o ministro Henrique Meirelles, governadores e paralamentares da base aliado do governo.

"A reforma da Previdência não interessa ao governo, mas sim aos brasileiros mais pobres", disse Maia.

Na reunião com os governadores, Meirelles voltou a apresentar dados que mostram que, sem a reforma, as despesas previdenciárias irão consumir 80% do orçamento daqui a 10 anos.

"Hoje os 20% que ganham menos da população não conseguem contribuir por 35 anos por não terem carteira assinada".

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