Adriana Ancelmo deixa prisão domiciliar e retorna para a cadeia

Patrice Gainsbourg
Novembro 24, 2017

Rosinha está na ala feminina, no terceiro andar do prédio junto com outras internas.

Os advogados da ex-primeira dama tentarão reverter uma decisão de abril do TRF-2 que determinou a volta de Adriana Ancelmo para a prisão preventiva. A advogada foi levada para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame de corpo de delito, antes de ser levada para a prisão.

Os desembargadores Marcelo Granado, Abel Gomes e Paulo Espírito Santo decidiram pela prisão em regime fechado. Simone Schreiber e Ivan Athié, que presidiu a sessão, votaram contra, mas a maioria já estava formada. Os responsáveis pela volta dela à cadeia explicaram que a presença dela ao convívio da sociedade represente uma "quebra da isonomia, num universo de milhares de mães presas no sistema penitenciário sem igual benefício". A ex-primeira-dama obteve autorização para cumprir prisão domiciliar em março deste ano alegando que seus filhos com Cabral (um com 11 e outro com 14 anos de idade) não deveriam ficar privados da convivência com os pais. A posição do órgão, encaminhada ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), foi apresentada em contestação ao recurso da defesa da ré na Operação Calicute, na qual foi condenada a mais de 18 anos de reclusão por associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A Procuradoria sustenta que a Justiça deve levar em conta a condição financeira da família de Adriana e Cabral, que consegue oferecer a seus filhos babás, professores particulares e orientadores pedagógicos na escola onde estudam.

Maioria do STF autoriza limitar foro privilegiado
Ele defendeu a tese de que cabe ao STF julgar presidente, vice, membros do Congresso e ministros de Estado. O Supremo tem hoje 531 inquéritos e ações penais contra autoridades com foro especial.

O MPF alega também que "a prisão preventiva é necessária, entre outros motivos, porque a liberdade da ré compromete a garantia da ordem pública e da instrução criminal, uma vez que torna altamente provável a continuidade da ocultação de patrimônio obtido ilicitamente por ela e pessoas próximas".

O advogado de Adriana Ancelmo, Renato Moraes, disse que irá recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

- A pena sugere que foi a própria mãe quem por último pensou no bem estar dos filhos.

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