Condenado por crimes de guerra teria tomado veneno durante audiência em Haia

Patrice Gainsbourg
Novembro 29, 2017

A sessão desta quarta-feira faz parte do último caso a ser julgado antes da corte especial ser encerrada no próximo mês.

Antes de tomar o veneno, Slobodan Praljak, de 72 anos, disse: "Não sou um criminoso!". "Oponho-me a esta sentença". Ele morreu no hospital.

O juiz, Carmel Agius, interrompeu imediatamente a sessão e na qual também estavam sendo julgados outros cinco ex-líderes políticos e militares croatas da Bósnia.

Com isso a sala foi interditada e o caso está sendo investigado. As autoridades ainda não sabem dizer como o militar entrou no tribunal com o frasco de veneno. Informado de que os soldados sob o seu comando estavam a reunir muçulmanos em Prozor no verão de 1993 para procederem a execuções em massa, Praljak não encetou quaisquer esforços para os travar.

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Antes de participar da guerra, entretanto, o Slobodan Praljak se formou em Filosofia e em Cinema e chegou a trabalhar como cineasta.

Este engenheiro que se tornou num diretor teatral, não era um militar de carreira, mas com o início da guerra na Bósnia-Herzegovina, em 1991, alistou-se nas forças croatas locais. Ou seja, Slobodan Praljak lutou tanto contra os sérvios quanto contra os bósnios.

Chefe do Exército sérvio-bósnio entre 1992 e 1996, quando crimes no cerco a Sarajevo e em Srebrenica foi condenado à prisão perpétua.

Praljak protestou fortemente contra sua condenação a 20 anos de prisão por crimes de guerra durante o conflito dos Balcãs (1992-1995), defendeu sua inocência e depois bebeu um copo que, segundo sua advogada, continha veneno. Na semana passada, a Presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic, redigiu uma mensagem de homenagem, que foi lida durante a promoção de um livro em sua honra, "General Praljak". Morreu em 2016, antes do final de seu julgamento, no qual era acusado de assassinato e tortura.

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