'Não cometi crime, mas fiz uma lambança', diz Miller sobre caso JBS

Patrice Gainsbourg
Novembro 29, 2017

Ele também questionou o pedido de prisão contra ele formulado pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), disse nesta terça-feira, 28, que vai pedir ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconsidere a decisão de suspender o depoimento do procurador regional da República Eduardo Pelella, ex-braço direito de Rodrigo Janot, à comissão.

Ainda segundo Miller, o escritório Trench, Rossi e Watanabe, no qual ele foi trabalhar após deixar o MPF, possui 19 sócios majoritários e opera com sistema de cotas.

Depois de sair do Ministério Público, o ex-procurador foi atuar em um escritório de advocacia que defende os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo J&F - que controla o frigorífico JBS e outras empresas. Miller afirmou que respondia perguntas feitas pela empresa sobre tratativas de delação premiada e passou a refletir sobre o caso ainda atuando como procurador.

William Bonner posta foto da namorada pela primeira vez
Os seguidores de William Bonner elogiaram o carinho que ele teve para escrever o texto para a namorada. Bonner e Fátima anunciaram a separação em agosto de 2016, após 26 anos de casados e três filhos.

Miller classificou o pedido de prisão feito por Janot como "1 disparate completo". "Organização criminosa? Eu estava orientando a empresa a se limpar, a se remediar".

Pouco depois das delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista, Marcello Miller se desligou do Ministério Público para ser sócio de um escritório de advogados que tem, entre as atividades, a negociação de delação e atende a JBS. Tudo que eu incentivava a fazer era o que eu faria se tivesse no exercício de alguma atribuição. "Obstrução de justiça? Pelo contrário, era desobstrução, era para que empresa fosse lá falar a verdade", afirmou Miller em seu depoimento. "Achei graça quando disseram que eu era braço direito de Janot. Não tinha nenhuma predileção por mim", disse o ex-procurador.

Marcelo Miller voltou a criticar as declarações de Janot ao jornal O Estado de S. Paulo, de que ele teria agido por ganância. "Foi pedida [busca e apreensão] em um único endereço, que é um apartamento de três quartos, em que eu moro com a minha família", disse. É óbvio que eu queria ganhar melhor, mas eu não queria ser milionário.

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