Comissão de trabalhadores quer reiniciar processo negocial — Autoeuropa

Judith Bessette
Novembro 30, 2017

É a convicção de Fernando Gonçalves, membro da CT, apesar de 63% dos trabalhadores terem chumbado o pré-acordo sobre os novos horários laborais que entram em vigor no mês de Fevereiro.

Após o referendo realizado na quarta-feira, em que mais de 63% dos trabalhadores rejeitaram o pré-acordo, a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa anunciou a intenção de retomar o diálogo com a administração da fábrica de Palmela.

"As condições estabelecidas, ao contrário do que alguns pretenderam fazer crer, representavam uma melhoria para os trabalhadores em relação ao que já anteriormente tinha sido proposto e igualmente rejeitado", acrescenta o documento.

"A Volkswagen até pode manter aqui a produção do T-ROC, mas pode começar a privilegiar outras fábricas na atribuição de novos veículos, o que poderá comprometer o futuro da Autoeuropa", disse um trabalhador que votou favoravelmente o pré-acordo rejeitado pela maioria dos funcionários da empresa.

Trabalho infantil: 7 em cada 10 vítimas são pretas ou pardas
As meninas de 14 a 17 anos estão mais envolvidas em cuidados de pessoas e afazeres domésticos do que os meninos. No grupo de 14 a 17 anos, os pretos ou pardos representam 63,2%, de acordo com o levantamento.

A CT, eleita em Outubro, destacava junto dos trabalhadores o facto de ter conseguido "garantir a distribuição do horário semanal de segunda a sexta-feira na fase de transição, a manutenção do trabalho extraordinário como tal, a rotação semanal entre turnos, menos sábados trabalhados, mais dias de descanso para os trabalhadores".

A estratégia passa por "reiniciar o processo negocial com o objectivo de alcançar um novo entendimento". "Não só da parte da administração, que não dá mais condições, como também pela nova comissão de trabalhadores, pois muitos elementos fizeram uma campanha na qual prometeram algo que não podiam dar", explica ao 'Jornal de Negócios' Isidoro Barradas, responsável do sindicato Sindel.

Não deixou de sublinhar, no entanto, que o grupo foi "apanhado de surpresa" pela contestação dos trabalhadores, recordando a estabilidade laboral que tinha marcado a fábrica de Palmela até aqui. No entanto, não deixou de sublinhar que "este impasse e esta situação é um risco para a empresa".

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