Ex-conselheiro de Trump se declara culpado

Patrice Gainsbourg
Dezembro 1, 2017

O ex-conselheiro de Segurança Nacional do governo Trump, Michael Flynn, firmou um acordo com o FBI nesta sexta (1) e admitiu que mentiu sobre um contato com o embaixador russo, em dezembro do ano passado -em um desdobramento importante das investigações sobre as relações entre a administração de Donald Trump e o Kremlin.

"Foi extraordinariamente doloroso aguentar durante vários meses falsas acusações de 'traição' e outros actos afrontosos". "Pela minha fé em Deus, estou trabalhando para corrigir as coisas", afirmou o ex-conselheiro.

"O facto de me ter declarado culpado e o acordo para cooperar com o Gabinete Especial refletem a decisão que tomei no interesse da minha família e do nosso país. Aceito toda a responsabilidade pelas minhas ações".

A investigação desenvolvida pelo procurador especial Robert Mueller refere-se à alegada interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016 e o possível envolvimento de outros altos funcionários da Administração Trump no caso.

Michael Flynn foi conselheiro de segurança nacional de Trump durante 24 dias em janeiro e fevereiro, quando o Presidente o demitiu por ocultar ao vice-presidente, Mike Pence, os seus contactos com o embaixador russo em Washington, Sergey Kislyak.

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A Coreia do Norte queria poder atingir todo o território dos Estados Unidos e queria algo grande para o fazer. Na mensagem, Trump ainda se referiu ao líder norte-coreano, Kim Jong Un , como "Homenzinho do Foguete".

Na semana passada, os advogados de defesa de Michael Flynn anunciaram que iriam deixar de partilhar informações com os advogados da Casa Branca - uma decisão que está a ser vista como uma indicação de que Flynn começou a colaborar com os investigadores ou que está a negociar um acordo.

"O falso testemunho de Flynn e suas omissões dificultaram e tiveram um impacto material na investigação do FBI sobre a existência de ligações, ou de coordenações", entre a equipe de campanha de Trump e Moscou.

O milionário advogado Paul Manafort, que chegou a ser o presidente do comitê de campanha de Trump, e seu auxiliar Rick Gates foram acusados de conspirar para lavar dinheiro proveniente de governos estrangeiros, em especial da Ucrânia. Os contatos entre Flynn e Kislyak ocorreram quando o primeiro já havia sido selecionado por Trump para o posto de conselheiro.

Ao invés de fazer que as investigações deixassem Flynn em paz, Comey denunciou seus assessores imediatos, o que foi considerado como uma pressão indevida por parte da Casa Branca, e isso selou seu próprio destino.

Entretanto, a Casa Branca veio já minimizar o papel de Flynn no governo de Donald Trump, explicando que o general era um "ex-funcionário de Obama", cita a AFP. A 30 de Outubro apresentou-se às autoridades também no âmbito da investigação de conluio entre Moscovo e a campanha do actual presidente.

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