Governo de Honduras decreta estado de exceção para conter violência

Patrice Gainsbourg
Dezembro 3, 2017

O presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, decretou na madrugada deste sábado, horário local, estado de excepção e toque de recolher obrigatório naquele país da América Central, após rumores de fraude nas eleições presidenciais de domingo passado, 26, terem provocado uma vaga de protestos violentos.

Segundo o ministro Ebal Díaz, a medida suspende a livre circulação entre 18h e 6h por 10 dias e atende solicitação apresentada ao governo por parte de Forças Armadas, polícia, empresas privadas e câmaras de comércio. Os votos então giraram a favor do presidente Juan Orlando Hernández, apoiado pelos Estados Unidos, após a votação ser interrompida na segunda-feira e retomada mais de um dia depois. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), David Matamoros, disse que ainda faltava contar 1.031 atas eleitorais e afirmou que não fará nenhum anúncio antes do fim da contagem.

A corte eleitoral irá contar a mão cerca de 1.031 urnas, ou cerca de 6% do total, que possuíam irregularidades, disse Matamoros.

Polícia encontra bomba no mercado de Natal de Berlim
No local estão as forças especiais a examinar o pacote que foi entregue numa farmácia perto do mercado. A polícia informou três horas depois, através do Twitter , que o engenho tinha sido desactivado.

Os resultados da eleição inicialmente favoreciam o candidato da oposição e estrela da TV, Salvador Nasralla, por cinco pontos, com metade dos votos apurados.

Em meio a uma densa nuvem de gás lacrimogêneo, os partidários de Nasralla, candidato da Aliança de Oposição Contra a Ditadura (esquerda), contra-atacaram atirando pedras nos policiais nas proximidades do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), onde ocorre a revisão das atas de apuração.

Com a contagem regular de urnas finalizada, Hernández, do Partido Nacional, de centro-direita, tinha uma liderança de menos de 50 mil votos. O opositor Nasralla tinha 41,42% dos votos.

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