Folha Explica prováveis causas do sumiço do submarino argentino

Patrice Gainsbourg
Dezembro 5, 2017

O jornal argentino La Nación afirmou neste domingo (26), que teve acesso a cópias de documentos que chegaram secretamente em três de seus escritórios sobre irregularidades na compra das baterias do submarino desaparecido ARA San Juan.

Na primeira entrevista desde que o ARA San Juan desapareceu no Atlântico sul, com 44 tripulantes a bordo, em 15 de novembro, Oscar Aguad indicou existirem relatórios de auditoria que dão conta de que os materiais utilizados durante a reparação de "meia-idade" do submarino, entre 2008 e 2014, não foram "da qualidade exigida". O ministro alega que uma denúncia que apontava anomalias no processo foi arquivada sem investigação. "O que pude comprovar é que tinha que ser consertado em dois anos e demorou cinco", afirmou o ministro da Defesa argentino, Oscar Aguad, numa entrevista ao canal TN. "É um compromisso que o presidente (Mauricio Macri) assumiu com todas as famílias e vamos cumprir", frisou Aguad.

O último contato do submarino com a base em Mar del Plata ocorreu na manhã do dia 15 de novembro, quando navegava pelo Atlântico Sul, a 450 km da costa.

"A corrupção tem que ver com os preços inflacionados, mas os trabalhos foram feitos".

Contudo, um dos aspectos que a justiça deve investigar, segundo o ministro da Defesa, são os erros por parte da Marinha - na noite anterior ao desaparecimento, na última comunicação sobre a localização, o comandante alertou os responsáveis em terra que tinha entrado água no compartimento de baterias eléctricas e que se tinha iniciado um incêndio.

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Os R$ 51 milhões apreendidos não ficariam parados, mas seriam aplicados em imóveis de alto padrão, de acordo com a denúncia. A procuradora-geral pede que seja exigido de Lúcio a título de fiança o depósito de R$ 374, 8 mil (400 salários mínimos).

O governo também investiga se houve corrupção no processo de reparação feito no submarino durante a gestão da ex-presidente Cristina Kirchner. Determinar se a avaria era ou não grave. "Eu também confio no capitão, toda a gente fala da sua experiência", disse Aguad.

"O que terá acontecido com esse submarino? Não saberemos enquanto não o encontrarmos", sustentou Aguad.

Na passada semana, a Marinha informou que as buscas iam prosseguir.

Na decisão de suspender o resgate, o governo já aludia ao fato de que não havia possibilidade de sobrevivência dos tripulantes àquela altura das buscas.

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