Time escolhe quem rompeu silêncio sobre agressões sexuais como personalidade do ano

Patrice Gainsbourg
Dezembro 6, 2017

"As mulheres tiveram chefes e colegas de trabalho que não só atravessaram 'fronteiras', mas que nem pareciam saber que existem limites", escreve a publicação, que salienta que o medo de retaliação ou de perder o seu trabalho permitiu que as histórias de assédio e abuso sexual permanecessem nos bastidores.

Na capa pode ler-se a frase: 'As vozes que criaram um movimento', Ashley Judd, Susan Fowler, Adama Iwu, Taylor Swift e Isabel Pascual foram as personalidades escolhidas para dar cara a uma ideia, mais do que a uma pessoas ou pessoas em específico.

A publicação destaca as inúmeras denúncias contra o produtor de Hollywood, Harvey Weinstein, surgidas durante o ano e como esse fato provocou uma onda de denúncias de abusos e assédios dentro da indústria do entretenimento nos Estados Unidos - e por consequência, no mundo. Entre os nomes mais conhecidos estão, além de Weinstein, o ator Kevin Spacey, os jornalistas Charlie Rose ou Matt Lauer, o maestro James Levine, o fotógrafo de moda Terry Richardson, o senador democrata Al Franken ou o decâno da Câmara dos Deputados americana, o democrata John Conyers, de 88 anos, que renunciou na terça-feira.

Tarana Burke, a mulher a quem é atribuída a criação da #MeToo, já agradeceu a distinção na rede social Twitter.

LAD Pretends To Play UFC Fight On Stream To Avoid Getting Copyrighted
Considering Aldo's well-documented struggles to cut down to 145lbs, this could be the ideal method to revitalise his career. The inventive stream was still in contravention of copyright laws and he likely made a few bucks from the charade.

O prêmio não foi dado para uma pessoa ou organização específica e sim para o movimento contra assédio simbolizado pela hashtag #MeToo (eu também, em português), que inicialmente foi usado por milhares de mulheres nas redes sociais para denunciar casos de abusos pelos quais tinham passado. Da lista fazem parte também outros artistas, empregados de restaurante, cantores e compositores, senadores, funcionários de hospitais, entre outros.

"Por darem voz a segredos, por vencerem a rede de fofocas e chegarem às redes sociais, por forçarem todos nós a parar de aceitar o inaceitável, aquelas que romperam o silêncio são as personalidades do ano", acrescentou, citado num editorial da revista.

O presidente americano Donald Trump, Pessoa do Ano para a TIME em 2016, ficou em segundo lugar na classificação, seguido pelo seu homónino chinês, Xi Jinping, informou a revista.

O ex-diretor do FBI Robert Mueller, o jogador da NFL Colin Kaepernick e Patty Jenkins, a realizadora do filme Wonder Woman, também se encontravam entre os finalistas selecionados.

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