Operadores dizem que Cabral negociava propina diretamente com empresário

Oceane Deschanel
Декабря 7, 2017

Ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho (PMDB) classificou como "presente de puxa-saco" o anel de 220 mil euros dado pelo ex-dono da construtora Delta, Fernando Cavendish, para sua esposa, Adriana Ancelmo, em 2009. "Aquilo era um anel de compromisso entre mim e ele", disse Cavendish, sobre a joia, segundo o empresário adquirida em Nice, França em 2009, na companhia de Cabral. Essa declaração vai de encontro à dada pelo empresário que afirmou que o anel foi uma contrapartida para as obras do Maracanã. "Você acha que eu vou entrar numa loja com um sujeito e pedir pra ele comprar um presente para minha mulher e dizer que isso foi propina do Maracanã um ano depois?" Disse para ele que aquilo não era apenas um presente, que a gente teria que acertar.

Carlos Miranda, apontado pelo MPF como operador do ex-governador Sérgio Cabral, prestou depoimento pela primeira vez nesta quarta-feira (6) em juízo como delator no processo que apura crimes da operação Ratatouille.

Além da taxa de 5% cobrada pelo governador, houve ainda a cobrança de 1% em parcelas mensais durante os 24 meses do contrato.

O depoimento ocorreu no âmbito da Operação Crossover, desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, em que o Ministério Público Federal (MPF) denuncia 20 pessoas. Cabral já foi condenado em primeira instância em três processos, e as penas somam 72 anos de prisão. Um empreiteiro encalacrado, um réu, que lavou mais de R$ 300 milhões. Ele já foi assessor parlamentar de Cabral, sócio em uma empresa ligada à sua família e casou-se com uma prima em primeiro grau do ex-governador. Atualmente, o ex-governador está na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro.

Em depoimentos anteriores, Cabral admitiu ter recebido recursos via caixa 2 e ter usado esta verba para o pagamento de dívidas pessoais.

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Segundo ele, em 2016 arrecadou mensalmente cerca de R$ 500 a R$ 600 mil com de Luca.

No caso do PAC das Favelas, que envolvia três editais, os depoentes informaram que foram formados três consórcios divididos por nove empresas.

Em diversas ocasiões Cabral exaltou as obras realizadas durante o seu governo e criticou a gestão do governo Pezão. Segundo o ex-diretor, ao final do segundo mandato de Cabral, quando ele renunciou para concorrer novamente ao Senado, foi apresentada uma conta envolvendo percentuais de obras na qual a empresa devia R$ 12 milhões.

Wilson Carlos, por sua vez, optou por se manter em silêncio em depoimento nesta terça-feira.

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