Polícia Federal investiga desvio de recursos para Memorial da Anistia Política

Oceane Deschanel
Dezembro 7, 2017

Os professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ex alunos e atuais alunos, estão fazendo um protesto na manhã desta quarta-feira (6) contra a "Operação Equilibrista" na sede da Polícia Federal (PF) no bairro Gutierrez, na região Oeste de Belo Horizonte.

O ato foi chamado em defesa da universidade, contra o momento que chamam de "estado de exceção" e em solidariedade ao conduzidos pela PF: o reitor Jayme Ramirez, a vice-reitora, Sandra Goulart, o ex-reitor, Clélio Campolina, a ex-vice-reitora, Heloisa Starling.

Viaturas que chegavam à sede da Polícia Federal em Belo Horizonte pelo local foram recebidas com vaias pelos manifestantes.

A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quarta-feira (6) a operação Esperança Equilibrista, que investiga o suposto desvio de recursos públicos na construção de uma obra executada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Mais de 100 policiais federais e auditores da CGU e do TCU cumprem 11 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de condução coercitiva. Desde o início das investigações, a ação conta com o apoio da CGU e do TCU.

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Ao todo, são 21 atletas brasileiros no plantel gremista, dois do Real Madrid , dois do Urawa Red Diamonds e um do Al-Jazira. Na semifinal, o Tricolor vai enfrentar o vencedor do duelo entre Pachuca, do México, e Wydad Atlhetic Club, do Marrocos.

A fundação foi contratada para pesquisas de conteúdo e produção de material para a exposição.

Ainda de acordo com a corporação, o Memorial foi idealizado em 2008 e visa a "preservação e a difusão da memória política dos períodos de repressão, contemplados pela atuação da Comissão da Anistia do Ministério da Justiça".

O nome da operação faz referência a um trecho da música "O Bêbado e a Equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc, considerada o "hino dos anistiados". A ideia é a instalação de uma exposição de longa duração com obras e materiais históricos, além da construção de dois prédios anexos e uma praça de convivência.

"A PF apurou que, até o momento, teriam sido gastos mais de R$ 19 milhões na construção e pesquisas de conteúdo para a exposição, mas o único produto aparente é um dos prédios anexos, ainda inacabado", diz nota da Polícia Federal. Ainda conforme a PF, os desvios teriam ocorrido por meio de pagamentos a fornecedores sem elo com o projeto e de bolsas de estágio e extensão. Na nota, a PF informa haver a expectativa de que o montante desviado seja ainda maior, a partir das análises que serão feitas nos materiais apreendidos e dos interrogatórios a serem feitos com os suspeitos de envolvimento no caso.

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