"Progressos suficientes" nas negociações do Brexit

Patrice Gainsbourg
Dezembro 8, 2017

A recomendação baseia-se no relatório conjunto acordado pelos negociadores da Comissão e do Governo do Reino Unido, que foi hoje subscrito pela primeira-ministra britânica, Theresa May, durante uma reunião, em Bruxelas, com Juncker.

A União Europeia e o Reino Unido falharam na segunda-feira, após um almoço entre Juncker e May, em selar um acordo sobre as linhas gerais do seu 'divórcio', encalhando na questão relativa ao futuro da fronteira irlandesa após o 'Brexit'.

Ainda assim, Juncker avisa que ainda há muito trabalho pela frente até que os termos finais da saída fiquem concluídos. A Comissão Europeia anunciou, nesta manhã de sexta-feira, que chegou a um "acordo equilibrado" com o Reino Unido sobre os termos do divórcio - o Brexit.

Na sequência dos problemas dos últimos dias, as notícias de um progresso nas negociações serão "bem recebidas" pelas empresas de todo o Reino Unido, declarou.

"Estes cidadãos, assim como os cidadãos britânicos que vivem na UE a 27, conservarão os seus direitos após a saída do Reino Unido da UE".

Quanto a fronteira entre Irlanda e Irlanda do Norte, o Reino Unido "reconhece as circunstâncias excepcionais da ilha da Irlanda e assumiu importantes compromissos para evitar que essa fronteira seja rígida".

Em vésperas de uma cimeira europeia, os 27 estão a exigir "progressos suficientes" nestas três áreas antes de aceitarem abrir uma segunda fase das negociações do 'Brexit', que inclui as futuras negociações comerciais exigidas com insistência por Londres.

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A Comissão disse estar "disposta a começar imediatamente a trabalhar em qualquer regime transitório possível" e iniciar um debate que examine a futura relação entre a União Europeia e Reino Unido.

Segundo Tusk, o acordo de hoje foi um "êxito pessoal" da primeira-ministra britânica, Theresa May, mas o maior desafio ainda está por vir.

A União Europeia recorda que as negociações deverão ser concluídas até ao Outono de 2018, para dar tempo suficiente ao Conselho para celebrar o acordo de saída do Reino Unido após ter obtido a aprovação do Parlamento Europeu, assim como permitir que o Reino Unido possa aprovar o acordo, em conformidade com os respectivos procedimentos até 2019.

"Agora, para negociar o período de transição e o futuro temos, de fato, menos de um ano", assinalou.

A primeira-ministra, num artigo publicado no jornal "Daily Telegraph", escreveu que a decisão em informar sobre o exacto momento em que o Brexit é aplicado tem como objectivo demonstrar a "determinação" do governo em completar "o processo" de retirada da União Europeia.

Apontando que o Reino Unido solicitou um período de transição de dois anos durante o qual permaneceria no mercado único e união aduaneira, Tusk afirmou que a UE está pronta a negociar esta vontade, mas "naturalmente tem as suas condições".

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