Ataque na República Democrática do Congo mata 14 soldados da ONU

Patrice Gainsbourg
Dezembro 9, 2017

Quinze capacetes azuis morreram na quinta-feira em confrontos na República Democrática del Congo, informou nesta sexta o Conselho de Segurança das Nações Unidas, no pior ataque sofrido pela organização internacional em sua história recente. Cinco deles pertenciam às forças armadas congolesas e os restantes tinham nacionalidade tanzaniana, refere a CNN. Segundo ele, o incidente ocorreu na noite de quinta-feira contra uma base da missão de paz da ONU no país, a Monusco, a cerca de 45 quilômetros da cidade de Beni.

O chefe da ONU disse que o ataque é o pior contra boinas-azuis na história recente da organização, acrescentando que é outra indicação do sacrifício enorme de países que contribuem com tropas para a busca da paz. Os soldados foram identificados como militares da Tanzânia. "Não deve haver impunidade nesses ataques, nem aqui, nem em qualquer lugar", acrescentou.

Guterres ainda clamou para que as autoridades do Congo investiguem o incidente e levem os responsáveis rapidamente à Justiça.

Fundada em 2010, a Monusco, a maior missão de paz das Nações Unidas, registou 93 mortes de militares, policias e civis.

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Os confrontos deixaram "15 mortos e ao menos 53 feridos", revelou um funcionário da ONU, atualizando informação preliminar de 12 mortes.

A missão de paz da ONU no Congo é a maior do mundo, e visa controlar as ações de vários grupos armados em conflito numa das nações africanas mais ricas em recursos minerais. Lacroix afirmou que o ataque foi realizado pouco depois de um "aumento nas atividades de vários grupos armados na região" e em resposta à "postura robusta" da missão de paz na região.

Segundo dados das Nações Unidas, cerca de 300 "capacetes azuis" da Monusco já foram mortos desde que a missão de paz chegou ao Congo, em 1999, em razão da guerra civil desencadeada na sequência do fim da era colonial. O Bureau de Assuntos Africanos do departamento usou sua conta no Twitter para manifestar suas "mais profundas condolências" à missão de paz no país africano, aos militares congoleses a aos parentes das vítimas.

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