EUA vira alvo de críticas por Jerusalém em reunião da ONU

Patrice Gainsbourg
Dezembro 9, 2017

Nações Unidas, Estados Unidos, 9 dez 2017 (AFP) - Os Estados Unidos ficaram isolados na ONU, nesta sexta-feira (8), onde os demais membros do Conselho de Segurança se revezaram para criticar a decisão de Washington de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

O representante da Palestina disse que há urgência na discussão do "anúncio lamentável" e afirmou que a decisão de Trump foi instigada pelo "poder ocupante", ou seja, Israel, que, segundo ele, ao invés de obedecer às orientações do Conselho de Segurança continua cometendo crimes.

Aliados tradicionais dos Estados Unidos também se posicionaram contra a decisão.

"De 6 a 8 de dezembro" foram anunciados "três dias de ira", advertiu o coordenador especial da ONU para a paz no Oriente Médio, Nikolai Mladenov, que também manifestou seu temor de que a decisão americana estimule "um radicalismo religioso".

Os embaixadores apelaram também a "todas as partes e todos os atores regionais para trabalharem juntos para manter a calma".

Por sua vez, a embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, afirmou que Trump "só reconheceu o óbvio", mas que os "EUA não tomaram uma decisão sobre as fronteiras, que devem ser decididas entre Israel e Palestina". "As mudanças são difíceis". "O "'status quo' quanto aos locais sagrados mantém-se", sublinhou.

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A reunião de urgência foi solicitada por Suécia, França, Itália, Reino Unido, Bolívia, Uruguai, Egito e Senegal. Trata-se de uma "violação da legitimidade internacional", destacou o embaixador egípcio, Amr Aboulatta.

De acordo com o Direito Internacional e com as respectivas resoluções do Conselho de Segurança, principalmente as resoluções 476, 478 e 2334, consideramos Jerusalém Oriental como parte dos territórios palestinos ocupados, alegaram.

Essa resolução foi aprovada por 14 dos 15 membros, enquanto os Estados Unidos, então no governo Barack Obama, optou por se abster, permitindo assim sua adoção.

"O momento chegou para avançar para um acordo de paz detalhado", reclamou o diplomata sueco. "Até lá, não deve haver soberania sobre Jerusalém ", diz o comunicado.

Além disso, o embaixador israelense convidou as autoridades palestinas a negociar.

Ao final da reunião, representantes europeus, entre eles França e Reino Unido, leram um comunicado representando a posição da Europa, que demonstrava desacordo com a decisão dos EUA que, segundo eles, não está alinhada com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e não ajuda na perspectiva de paz para a região. Já o embaixador palestino, Riyad Mansour, que tem status de observador na ONU, denunciou que essa foi "uma decisão irresponsável".

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