Embaixadores: Decisão de Trump não é conforme resoluções da ONU

Patrice Gainsbourg
Dezembro 10, 2017

Na quarta-feira, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos iriam mudar a sua embaixada em Israel de Telavive para Jerusalém, reconhecendo a cidade como capital daquele país. Citado por várias agências internacionais, Netanyahu disse, mesmo assim, que o encontro com Macron poderia ser importante.

"Não haverá nenhum encontro com Pence. Os EUA pisaram uma linha vermelha que não deveriam ter ultrapassado", declarou o assessor diplomático presidencial Majdi Al Jalidi à rádio palestiniana.

A decisão do presidente americano provocou intensa revolta entre os árabes, que reivindicam que a cidade seja capital de um futuro estado palestino.

Com bandeiras da Palestina e cartazes contra o Trump, os manifestantes se reuniram para mostrar sua insatisfação com a decisão do governante americano e exigir "justiça internacional" para o povo palestino.

Ainda na quinta-feira, um líder destacado do movimento nacionalista Al Fatah, Jibril Rajoub, disse que Pence não seria bem recebido na Palestina, após o anúncio de Trump, e, embora tivesse mencionado a possibilidade de não recebê-lo, isso não tinha sido confirmado até hoje.

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Mas, de acordo com a Variety , essas ausências eram "repetidas" e causaram mesmo, nas últimas semanas, a paragem total da produção.

A ONU está "particularmente preocupada com os riscos de uma escalada de violência" na sequência do reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos EUA, considerou o coordenador especial da ONU para o processo de paz no Médio Oriente, Nickolay Mladenov, numa intervenção por videoconferência a partir de Jerusalém na abertura da reunião do Conselho de Segurança da ONU. "O conselho solicita aos Estados Unidos que anule sua decisão sobre Jerusalém e que trabalhe com a comunidade internacional para que Israel se comprometa a aplicar as decisões internacionais e a pôr fim à ocupação ilegal e ilegítima de todos os territórios palestinos e árabes ocupados desde junho de 1967", detalha o documento.

Outras 170 pessoas na Faixa ficaram feridas, a maioria com munições reais nos membros inferiores, somando-se a outros tantos feridos em protestos na Cisjordânia, a maior parte com balas de borracha.

Para hoje foram convocadas novas manifestações de protesto em Jerusalém Oriental, Belém e outras cidades cisjordanianas. Na época, a decisão contrariou recomendações do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Jerusalém alberga alguns dos mais sagrados locais de culto para muçulmanos e cristãos, bem como o mais sagrado local religioso do Judaísmo.

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