Coreia do Norte: Bloqueio marítimo seria uma "declaração de guerra"

Patrice Gainsbourg
Dezembro 11, 2017

Neste domingo (10), o país asiático advertiu que um possível bloqueio marítimo seria interpretado como uma "declaração de guerra", pois constituem "uma violação da soberania e dignidade de um estado independente".

Com início nesta segunda-feira (11), os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul realizarão um exercício para rastreamento de mísseis, com duração de dois dias, informou a Força Marítima de Autodefesa, enquanto as tensões aumentam na região devido aos programas de rápido desenvolvimento de armas da Coreia do Norte.

O 'aviso' faz referência a uma das novas sanções dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte após o lançamento de mais um míssil balístico por Pyongyang.

"Consideraremos um bloqueio naval por parte dos EUA e seus sequazes como um ato de violência contra a sagrada soberania e a dignidade da Coreia do Norte, e como mais uma declaração de guerra", diz um comentário publicado em Rodong Sinmun, o jornal do partido governante norte-coreano.

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O artigo, também reproduzido pela agência de notícias estatal KCNA, assinala que os tratados internacionais estabelecem que o bloqueio económico de um país em tempos de paz configura "um acto ilegal" sendo, aliás, "considerado como invasão". Segundo o artigo, o governo americano "tenta abertamente impor um bloqueio marítimo contra a República Popular Democrática da Coreia, para estrangular sua economia em tempos de paz".

A Coreia do Norte lançou, no passado dia 29 de Novembro, o Hwasong-15, o seu míssil balístico intercontinental mais avançado até à data, o que coloca Pyongyang cada vez mais perto de poder alcançar território norte-americano com armas nucleares.

O autor do artigo Jong Hyon ainda afirmou que os EUA planearam convocar seus aliados sul-coreanos e japoneses para impedir que "os navios norte-coreanos viajem pelos mares sul e leste do país, enquanto a Marinha dos Estados Unidos se posiciona ao sul da Ilha Jeju, na Coreia do Sul". Em 2011, Kim 'herdou' o arsenal construído sob seu pai e avô antes dele, conseguindo expandi-lo e modernizá-lo rapidamente.

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