Macron pede a Netanyahu 'gestos corajosos diante dos palestinos'

Patrice Gainsbourg
Dezembro 11, 2017

E acrescentou: "Jerusalém é a capital de Israel, ninguém o pode negar (...) Torna possível a paz porque reconhece a realidade e a substância da paz, a fundação da paz", declarou Benjamin Netanyahu em Bruxelas antes do encontro com os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia.

Em seguida, entretanto, Praga disse que aceitava a soberania de Israel somente sobre Jerusalém Ocidental.

"Penso que todos os Estados europeus, ou a maioria, vão deslocar as suas embaixadas para Jerusalém, reconhecerão Jerusalém como capital de Israel e vão envolver-se de forma positiva connosco pela segurança, a prosperidade e a paz", disse, antes de um encontro com os chefes da diplomacia dos 28 Estados-membros da UE, a primeira iniciativa do género para um primeiro-ministro israelita em 22 anos.

Enquanto o governo israelense recebeu com ânimo a notícia sobre o reconhecimento de Jerusalém, Macron afirmou que a decisão ameaça a própria segurança de Israel e viola o direito internacional.

O quarto dia de protestos após a fala de Trump foi marcado mais uma vez por manifestações no Oriente Médio e em outras partes do mundo, incluindo o Brasil. Por outro lado, Ismail Haniya, líder do Hamas - o partido radical islamita que governa o enclave de Gaza e que recentemente fez as pazes com a Fatah, de Abbas - rotulou a movimentação de Washington como uma "declaração de guerra" aos palestinianos, e por isso implorou por uma 'Terceira Intifada' "contra o inimigo sionista".

Netanyahu, por sua vez, também apostou num tom conciliatório, descrevendo Macron como um líder indispensável na busca pela paz no Oriente Médio.

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O presidente palestino, Mahmoud Abbas, está nesta segunda-feira no Cairo para uma reunião com o presidente egípcio Abdel Fattah Al-Sissi.

Aqui está o gesto que ofereço... ao Sr. "Eu concordo plenamente com o primeiro-ministro Netanyahu: vamos dar uma chance à paz".

"Uma das manifestações dessa recusa é a mera negativa de sentar-se com Israel", disse o premiê israelense. Eu dou grande importância à Europa. A administração Trump argumenta que qualquer acordo de paz futuro provavelmente colocará a capital de Israel em Jerusalém e velhas políticas precisam ser abandonadas para reviver o processo de paz moribundo.

Diante de Netanyahu, Mogherini recordou a posição da UE, a visão internacional mais ampla, de que a solução para o conflito passa pela criação de dois Estados com base nas fronteiras de 1967.

Enquanto Israel considera Jerusalém sua capital "eterna e indivisível", os palestinos defendem que a porção leste de Jerusalém deve ser a capital de seu almejado Estado.

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