Mais de nove milhões votaram nas municipais, Presidente anuncia vitória

Patrice Gainsbourg
Dezembro 11, 2017

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do presidente e ditador Nicolás Maduro, venceu em 41 dos 42 municípios em que o resultado já era conhecido no início da madrugada desta segunda-feira, 11 - houve eleições nas 335 cidades venezuelanas.

"Novamente vimos todo o aparelho do Estado abusando do poder, incluindo o uso perverso da Carteira da Pátria, para submeter a vontade de um povo em situação de extrema necessidade", diz comunicado da MUD, divulgado minutos depois que o presidente Nicolás Maduro comemorou a vitória em mais de 300 das 335 prefeituras.

Num discurso no domingo, o Presidente disse que os partidos da oposição "desapareceram do mapa".

Além disso, o chavismo conquistou o governo de Zulia, cuja eleição foi repetida no domingo: os partidários de Maduro comandam 19 estados agora - haviam vencido em 18 de um total de 23 estados nas eleições de 15 de outubro.

Exército destitui general de cargo por ter criticado Temer
O comandante do Exército , Eduardo Villas Bôas, indicou o general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira para substituí-lo. Segundo a publicação, Mourão vai ficar sem função até que complete o tempo para ir para reserva, em março de 2018.

Mais de 9 milhões de venezuelanos - mais de 47% do censo eleitoral - foram votar, segundo números do Conselho Nacional Eleitoral, dado que foi considerado falso por vários opositores no Twitter.

"A ausência dos principais partidos e a pressão da máquina chavista inviabilizam que a oposição possa manter sequer a metade das prefeituras que controla", disse à AFP Eugenio Martínez, especialista eleitoral. A redução na participação é um reflexo do boicote da oposição, segundo analistas locais.

A votação foi convocada pela Constituinte, que a oposição não reconhece.

Maduro avisou ainda que os partidos que apelaram à não participação nas urnas - Primero Justicia, Voluntad Popular e Acción Democrática - ficarão excluídos de se apresentarem às presidenciais de 2018. - Esse foi o critério que a Assembleia Nacional Constituinte estipulou. Caso isso ocorra, a crise política no país pode se agravar ainda mais.

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