Operação investiga pagamento de R$ 160 mi em propina pela JBS

Patrice Gainsbourg
Dezembro 11, 2017

A Operação Baixo Augusta, deflagrada nesta segunda-feira (11) pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pela Receita, apura um esquema de propina para liberação de crédito tributário do Fisco à JBS.

Não há presos na ação desta segunda, mas catorze mandados de busca e apreensão são cumpridos em seis cidades do estado de São Paulo.

"As provas já colhidas no inquérito confirmam o relato de que um esquema de pagamento de propinas funcionava desde 2004 para agilizar a liberação de recursos que a companhia teria a receber do Fisco", disse a Polícia Federal em comunicado, acrescentando que as apurações identificaram a participação de um auditor-fiscal da Receita Federal, um empresário, um contador e um advogado falecido em 2016. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters.

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No período, os investigadores estimam que a JBS pagou aos participantes do esquema um total de R$ 160 milhões em propinas. De acordo com as investigações, empresas de fachada e a emissão de notas fiscais falsas estariam contribuindo para essas ações.

A Baixo Augusta é um desdobramento da Lava Jato.

A investigação teve início após o envio, pelo Supremo Tribunal Federal, de partes do acordo de colaboração premiada firmado entre executivos da JBS e o MPF para a Justiça Federal de São Paulo, com o fim de apurar criminalmente condutas de pessoas que não tinham foro privilegiado. Segundo a PF, o auditor recebeu pagamentos de propina da empresa para beneficiá-la com a antecipação ilícita do pagamento de créditos tributários.

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