"As redes sociais estão a destruir a sociedade" — Ex-Facebook

Eloi Lecerf
Dezembro 13, 2017

Esta relato foi feito numaconferência na Stanford Graduate School of Business onde Chamath Palihapitiya afirma que sente uma "tremenda culpa" pelo que ajudou a construir trabalhando na rede social nos últimos anos.

"Os laços de feedback de curto prazo e com dopamina que criamos estão destruindo a forma como a sociedade funciona". "Não há divulgação cível, não há cooperação, mas sim desinformação, falta de confiança. E não só um problema dos EUA, não tem a ver com propaganda dos russos, é um problema global", afirmou.

Para completar, o ex-executivo da companhia de Mark Zuckerberg diz que tenta ao máximo não utilizar o Facebook e que os seus filhos "não podem usar essa porcaria".

Conhecido primeiro arguido no processo de Pedrógão Grande
O comandante de bombeiros de Pedrógão Grande será inquirido esta tarde no DCIAP de Leiria e, em sequência, constituído arguido. A Procuradoria-Geral da República, contactada pelo DN, confirma, pelas 13:00, apenas a existência de um arguido.

Para citar um exemplo disso, Palihapitiya mencionou um boato falso espalhado através do WhatsApp na Índia sobre um suposto sequestro, em que sete pessoas inocentes acabaram sendo linchadas. Não é o primeiro ex-responsável a falar sobre a forma como as redes sociais cativam novos e atuais utilizadores: Sean Parker, um dos fundadores, admitiu recentemente que o conceito do Facebook sempre foi, desde o início, explorar a psique humana.

Os comentários de Palihapitiya repercutiram tanto, que, hoje (12), o Facebook veio a público para dar o troco em suas declarações. O Facebook era uma empresa muito diferente naquela época, e, ao passo que crescemos, percebemos como nossas responsabilidades cresceram junto. Nós fizemos muita pesquisa com especialistas externos e também acadêmicos para entender os efeitos do nosso serviço no bem-estar das pessoas, e estamos usando isso para informar nosso desenvolvimento de produto. "Também estamos fazendo investimentos significativos mais focados em pessoas, tecnologia e processos e - como Mark Zuckerberg disse em nossa última conferência fiscal - estamos dispostos a reduzir nossa lucratividade para nos certificar de que os investimentos corretos estão sendo feitos", disse o porta-voz do Facebook em comunicado oficial.

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