Atriz Salma Hayek denuncia assédio do produtor Harvey Weistein

Rebecca Barbier
Dezembro 14, 2017

Hoje foi a vez de Salma Hayek escrever um longo editorial para o New York Times falando sobre suas experiências com o cara e o título não poderia ser mais esclarecedor: "Harvey Weinstein Também é Meu Monstro". 'Não' para que eu deixasse um amigo seu sem roupas me massagear.

Salma continuou trabalhando com Weinstein mesmo depois do assédio nos bastidores de Frida.

- Dois meses após a divulgação das primeiras acusações contra Harvey Weinstein, a atriz Salma Hayek denunciou nesta quarta-feira que o produtor já a assediou em diversas ocasiões, a ameaçou de morte e a pressionou para gravar cenas de sexo.

Salma Hayek em ‘Frida’ filme de 2002
Salma Hayek em ‘Frida’ filme de 2002

A atriz trabalhou com Weinstein em Frida, produção de 2002 a respeito de Frida Kahlo, e disse que foi apresentada a ele por Robert Rodriguez e a produtora Elizabeth Avellan, afirmando que "sabendo o que sei agora, acho que se não fosse a minha amizade com eles - e com Quentin Tarantino e George Clooney - eu teria sido estuprada".

Nessa altura, estava claro que ele nunca ia deixar-me acabar o filme sem que tivesse uma fantasia concretizada de uma maneira ou de outra. Eu não acho que ele odiava nada tanto quanto a palavra 'não'. Não a ficar nua ao lado de outra mulher. "As táticas de persuasão passavam de falar de forma querida comigo a uma vez, num ataque de fúria, ter dito palavras terríveis, "Vou matar-te, não penses que não posso fazê-lo", conta. Não era nem mesmo uma pessoa. Era uma coisa: "não era ninguém, mas um corpo", escreve a atriz. Em um depoimento honesto, a atriz mexicana de 51 anos contou que, apesar de indagada por jornalista e amigos próximos, ainda não tinha falado sobre o assédio sofrido por sentir que sua história não era importante. Segundo o produtor, o único ponto positivo da atriz era o "sex appeal", e que "não havia nada disso no filme". Num piscar de olhos, várias outras atrizes de Hollywood denunciaram casos semelhantes com o produtor: Angelina Jolie, Cara Delevingne, Rose McGowan e Gwyneth Paltrow são algumas das mais mediáticas das cerca de duas dezenas que dizem ter sido assediadas. A mulher deixou-o. Weinstein foi demitido da sua própria empresa, a Weinstein Company, e expulso do sindicato de produtores de Hollywood.

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Apesar da vontade da Turquia, muitos dos países da região reagiram até agora com moderação à decisão de Trump. Acusado de cometer genocídio em Darfur, O presidente do Sudão, Omar El Bechir, também esteve na cúpula.

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